quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Solstício e Equinócio, o que significam?

O eixo de rotação da terra  (movimento da terra em torno dela mesma) possui uma posição fixa que está ligeiramente inclinada em 23,5 º em relação ao eixo de translação da terra (movimento da terra em torno do sol).


Isto faz com que em determinada época do ano, a luz solar incida com maior intensidade sobre o hemisfério norte e, na outra parte do ano, incida com maior intensidade sobre o hemisfério sul, caracterizando o chamado solstício. Da mesma forma, ocorre que em determinada época, a luz solar incide de maneira igual sobre os dois hemisférios, caracterizando o equinócio.
  Desta forma, diz-se que é solstício de verão no hemisfério sul quando a luz solar incide com maior intensidade sobre este hemisfério e, ao mesmo tempo, que é solstício de inverno no hemisfério norte, por causa da menor incidência de luz solar neste hemisfério.
  Desta forma, podemos dizer que o equinócio é um estágio intermediário entre o solstício de verão e o de inverno em determinado hemisfério. Ou seja, o equinócio ocorre quando a incidência maior de luz solar se dá exatamente sobre a linha do Equador.
Então, diz-se que é equinócio de outono para o hemisfério que está indo do verão para o inverno e equinócio de primavera para o hemisfério que está indo do inverno para o verão.
O solstício e o equinócio ocorrem duas vezes por ano, nos dias 22 de dezembro e 22 de junho, no caso do solstício, e nos dias 23 de setembro e 21 de março para o equinócio.
O momento exato de um solstício é aquele em que o sol, visto da terra, encontra-se o mais distante possível do “equador celeste” (linha imaginária que marca o céu ao meio – como o equador com a terra), ou seja, quando ele se encontra a 23,5º para o norte ou para o sul dessa linha. Já o momento exato do equinócio é quando o sol passa exatamente sobre o equador celeste
Podemos dizer, também, que quando é solstício de verão no hemisfério sul, o sol estará “a pino” sobre o Trópico de Capricórnio, pois este se encontra exatamente a 23,5º da Linha do Equador e, portanto, receberá incidência direta da luz solar. Ou o contrário, quando for solstício de verão no hemisfério norte, o sol estará “a pino” sobre o Trópico de Câncer. No equinócio, o sol estará “a pino” sempre sobre as regiões localizadas próximas a linha do equador.
Da mesma forma, podemos dizer que, nas regiões polares, o Círculo Polar Ártico delimita a região que não receberá sol durante o solstício de inverno no hemisfério norte. Da mesma forma que o Círculo Polar Antártico, delimita a região que não receberá sol durante o solstício de inverno no hemisfério sul.
Fontes:

Entenda a Crise na Inglaterra.

crise econômica da Inglaterra que amadureceu entre os anos 2010-2011 não é parte do sistema monetário como ocorrida nos demais países da Europa. Considerando a Grã-Bretanha, a crise econômica na região está ligada à depressão inglesa.

Para exemplificar a situação, segundo o Serviço de Receitas Médicas do Sistema Público de Saúde, o número de receitas de antidepressivos expedidas aumentou em 40% desde 2006.
No período de 2006 a 2010, a Inglaterra teve que conviver com a crise bancária, a recessão e o início dos cortes de gastos do governo que gerou manifestos entres os estudantes que exigiam a manutenção de créditos estudantis e outros direitos. Em 2010, o número de pedidos de terapias para depressão chegou a 600 mil.
Ainda sobre as questões estudantis, a crise econômica gerou o fechamento de escolas privadas e intensa solicitação de estatização das mesmas, algo que interfere nas premissas da política de privatizações iniciada nos tempos do governo de Margareth Thatcher (1979-1990).
Em 2002, o governo britânico havia institucionalizado um sistema de educação híbrido, nem 100% estatal, nem 100% privado. As instituições foram batizadas de “academias”, escolas semi-independentes financiadas pelo Estado, instituições filantrópicas e empresas. Esse sistema foi organizado para facilitar a abertura de escolas em áreas mais pobres.
Entre os dias 6 e 10 de agosto de 2011, diversos distritos de Londres foram palco de protestos (saques e incêndios) que foram iniciados depois de uma manifestação política realizada no dia 6 contra o assassinato de Mark Duggan por policiais em 4 de agosto de 2011. Os tumultos ocorreram de forma mais severa em Bristol, Midlands, e Noroeste da Inglaterra.
Para os manifestantes, Mark Duggan foi vítima de preconceito racial. Duggan era herói comunitário e pai de família, tinha 29 anos de idade, era morador do distrito londrino de Tottenham, foi morto pela polícia de Londres quando estava num táxi abordado por uma viatura policial. Segundo o jornal “The Independent” a polícia suspeitava que Duggan estava envolvido  com atividades ilegais e, ao ser abordado, reagiu à ação policial e foi morto.
Fontes:http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2010/05/07/governo-fraco-crise-complicam-situacao-da-inglaterra-289589.asphttp://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201104071444_BBB_79605173http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12654http://pt.wikipedia.org/wiki/Tumultos_na_Inglaterra_em_2011
http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/mark-duggan-o-caos-no-reino-unido-comecou-por-causa-dele

A ESTRUTURA DA POPULAÇÃO MUNDIAL .




A Distribuição da população 1. A distribuição pelos espaços geográficos 2. A idade e o sexo da população 3. A tipologia étnica .
A população da terra não está distribuída igualmente em todas as partes do globo. Ao contrário, há excesso de gente em algumas regiões e falta em outras. 
relevo, o clima, a vegetação e os rios exercem influência sobre a distribuição dos grupos humanos. 
As regiões facilmente ocupadas pelo homem são denominadas ecúmenas. 
Aos vazios demográficos chamamos de regiões anecúmenas, isto é, de difícil ocupação humana. 
As altas montanhas, as regiões polares e os desertos dificultam a ocupação humana, sendo bons exemplos de regiões anecúmenas. 
Por outro lado, existem regiões na Terra, nas quais os homens se "acotovelam" por falta de espaço. É o caso do sul, do leste e do sudeste da Ásia, que reúnem mais da metade da população do globo. Por esse fato, essa região é considerada um "formigueiro humano". 
1. A distribuição pelos espaços geográficos Pela distribuição da população nos continentes, notamos que: 
• A Ásia é o continente mais populoso, com quase 60% do total mundial; • A Ásia é também, o continente mais povoado, com quase 80 hab/km2; • A Oceania é o continente menos populoso e menos povoado; 
• A Antártida é o continente não habitado (despovoado).Com mais de 160 milhões de habitantes, o brasil é: • o quinto país mais populoso do mundo; • o segundo país mais populoso do continente americano e de todo o hemisfério ocidental, superado apenas pelos estados unidos; • o país mais populoso da américa do Sul e de toda a América Latina
A distribuição da população no Brasil é, também, bastante irregular: 
• o Sudeste é a região mais populosa e a mais povoada; • o Centro-Oeste é a região menos populosa; • o Norte ou amazônia é a região menos povoada. 
Na distribuição da população pelos estados, temos que: 
• o Rio de Janeiro é o mais povoado, com quase 300 hab/km2; • São Paulo é o mais populoso, com cerca de um quinto (20%) da população brasileira; • Roraima é o menos populoso e o menos povoado, com menos de 1 hab/km2. 
As Populações Rural e Urbana 
Até 1960, predominava no Brasil a população rural. No recenseamento de 1970 já se constatou o predomínio da população urbana, com 56% do total nacional.À medida que um país se desenvolve industrialmente, a tendência geral é o abandono do campo em direção às cidades. O homem procura nos centros urbanos melhores condições de vida, conforto, salários e garantias. É o fenômeno do êxodo rural. 
Atualmente, 75% da população brasileira urbana, isto é, vive nas cidades. No estado do Rio de Janeiro, a população urbana é de 95%. 
2. A idade e o sexo da população 
Quanto à idade, a população está dividida em três grupos: 
• Jovem, de 0 a 19 anos; • Adulto, de 20 a 59 anos; • Velho, ou senil, com 60 anos e mais. 
A força de trabalho de uma população está mas concentrada na idade adulta e se constitui na população ativa de um país. 
Nos países desenvolvidos, em geral, predominam os adultos e os velhos. Nos países subdesenvolvidos e naqueles em fase de desenvolvimento, predomina a população jovem. 
Em alguns países, como a França e a Inglaterra, há o predomínio dos adultos. Isso se deve ao baixo índice de natalidade e ao fato de que a média de vida é mais longa, alcançando mais de 70 anos. 
Os brasileiros possuem uma longevidade média de 64 anos, sendo de 62 anos para os homens e de 66 anos para as mulheres. Quanto ao sexo, a população é composta por homens e mulheres. 
Quanto aos números de homens e de mulheres é comum: 
• haver um equilíbrio na idade jovem; 
• predominarem as mulheres nas idades adulta e velha.É que os homens, por razões diversas, vivem menos tempo que as mulheres, isto é, morrem geralmente antes. 
Em países de imigração, devido à entrada de mais trabalhadores, quase sempre predominam os homens. É o caso da Austrália e de alguns outros países. 
No Brasil, em cada grupo de 1 000 pessoas existem 501 mulheres e 499 homens. 
A representação gráfica da idade e do sexo da população é feita através das pirâmides etárias. Nelas, as mulheres ficam sempre do lado direito, os jovens embaixo, os adultos no meio e os velhos em cima. 
3. A tipologia étnica Por muito tempo, e ainda hoje, tem sido comum dividir a população nas raças branca, negra, amarela e mestiça. Essa distinção pela cor não é correta, pois entre um português moreno e um russo (eslavo) existem muitas diferenças, apesar de ambos serem brancos. 
Hoje em dia, ao invés de se falar em raça, fala-se em etnia. Um dado grupo étnico possui semelhanças não só fisionômicas, mas também culturais. A determinação do grupo étnico a que pertence uma pessoa não é tarefa fácil e não pode ser tomada apenas pela cor. 
O povo brasileiro é composto etnicamente por brancos de origem européia, negros de origem africana, amarelos (indígenas e asiáticos) e mestiços. As diferenças de cor, de origem, têm sido problemas sérios em muitos países. 
Na África do Sul, onde numericamente predominam os negros, existia até 1991 uma violenta segregação racial, com exagerada discriminação social e econômica, denominada apartheid. 
No Brasil, perante as nossas leis, todos os grupos étnicos constituem um só conjunto: a população brasileira. 
Recordar é saber 
• O Estado de maior população absoluta é São Paulo, o de maior densidade é o Rio de Janeiro. • A população urbana predomina no Brasil desde 1970. • São ecúmenas as regiões de fácil ocupação humana, sendo, por isso, habitadas permanentemente. • São anecúmenas as regiões de difícil ocupação humana, como os desertos, as altas montanhas e as regiões polares. • A Ásia é o continente mais populoso e mais povoado da Terra. • A população brasileira está mais concentrada na Grande Região Sudeste. • A segregação racial na África era denominada Apartheid. • No Brasil todos os grupos étnicos são iguais perante a lei. • A população ativa é composta sobretudo de adultos e homens. • Na Austrália predominam, numericamente, os homens; no Brasil, as mulheres. • Na pirâmide etária representamos a idade e o sexo de uma população. 
• Os negros, os brancos, os amarelos e os mestiços são grupos étnicos, e não raças.


Video relacionado


Fonte: Colégio Web.

Novos Estados que podem ser criados no Brasil.

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Fonte: Geografia para Todos.

Entenda o Código Florestal.

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Fonte: Geografia para Todos.

domingo, 11 de setembro de 2011

Entrevista com Eric Hobsbawn - Muito interessante.

Aos 94 anos, Eric John Ernest Hobsbawm mais uma vez dá provas de que o caminhar da humanidade se faz com passos que medem séculos e a melhor unidade da história, no seu jeito de ver o mundo, é a "era", e não os dias, os anos, nem mesmo as décadas. Aqui mesmo, nestas páginas, ele nos contará por que acha que já entramos na ‘era do declínio americano’, sem em nenhum momento subestimar o país que por muito tempo ainda exportará seu formidável "soft power" - o cinema, a música, a literatura, a moda, os estilos de vida, enfim, todo um aparato cultural.
O ataque às torres gêmeas do World Trade Center, há exatos dez anos, num atentado que não só amputou a paisagem de Nova York, mas acima de tudo tirou a vida de milhares de pessoas, acordando o mundo para tensões inauditas, foi a mais completa experiência de uma catástrofe de que se tem notícia, afirma com convicção o historiador britânico Eric Hobsbawm, nesta entrevista exclusiva ao Aliás. "Porque foi vista em cada aparelho de TV, nos dois hemisférios", justifica em seguida. Mas, quando ele coloca a mesma catástrofe no plano maior da história das civilizações, daí faz com que afirmação superlativa submeta-se a outras associações de ideias, que nos convidam a pensar. E pensar muito.
Hobsbawm concedeu esta entrevista dias atrás, de regresso a Londres depois do descanso de verão. Respondeu por escrito ao conjunto de perguntas. Ao construir as respostas, vê-se como selecionou os exemplos que melhor ilustram seu raciocínio, sempre com invejável disposição intelectual. Ao final do questionário, e depois de revelar até os projetos que gostaria de desenvolver "se fosse mais jovem", terminou a entrevista com a seguinte afirmação: "Isso é tudo o que eu quero dizer".
Autor de A Era das Revoluções, A Era do Capital, A Era dos Impérios e a A Era dos Extremos, em que tece uma ‘breve história’ do século 20, questiona assimilações como a superioridade cultural do Ocidente, por vezes invólucro de uma arrogância histórica que hoje mal disfarça a incapacidade de entender, afinal de contas, o que vem a ser uma sociedade tribal ou um califado. Por outro lado, acha que a intensificação dos fluxos migratórios, levando incessantemente gente jovem de um canto a outro do planeta, embora gere muita xenofobia, gera também uma visão mais disseminada da diversidade do mundo. Visão que a geração de Hobsbawm, nascido em 1917 no Egito sob domínio inglês, numa família judia mais tarde perseguida pelo nazismo, definitivamente não teve.
Professor (emérito) da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e da New School for Social Research, em Nova York, Hobsbawm só é capaz de compreender o historiador como um "observador participante", além de se autodefinir também como um "viajante de olhos abertos e jornalista ocasional". Chega a recomendar aos seus leitores que tentem tomar o que ele escreve "na base da confiança", porque embora pesquise incansavelmente, se dispensa das referências bibliográficas sem fim e das enfadonhas exibições de erudição. Por isso, seguramente, seu estilo é inconfundível.
Marx, ele descobriu na juventude. Ao fixar-se em Londres, logo alistou-se no Partido Comunista e, depois, no exército britânico, para combater Hitler. Evidentemente Hobsbawm foi cobrado pelo método marxista de análise que ainda hoje utiliza, especialmente quando muitos dos seus pares trataram de rever posições, a partir do desmoronamento do mundo soviético. Em sua autobiografia, Tempos Interessantes (lançada em 2002 pela Companhia das Letras, assim como outros títulos importantes do autor), ele próprio já tratava de acalmar os fustigadores: "A história poderá julgar minhas opiniões políticas - na verdade em grande parte já as julgou - e os leitores poderão julgar meus livros. O que busco é o entendimento da história, e não concordância, aprovação ou comiseração".
No livro Globalização, Democracia e Terrorismo, de 2007, o senhor passa para os leitores certo pessimismo ao lhes colocar uma perspectiva crucial e ao mesmo tempo desconfortante: 'Não sabemos para onde estamos indo', diz, referindo-se aos rumos mundiais. Olhando as últimas décadas pelo retrovisor da história esse sentimento parece ter se intensificado. Em que outros momentos a humanidade viveu períodos marcados por essa mesma sensação de falta de rumos?
Embora existam diferenças entre os países, e também entre as gerações, sobre a percepção do futuro - por exemplo, hoje há visões mais otimistas na China ou no Brasil do que em países da União Europeia e nos Estados Unidos -, ainda assim acredito que, ao pensar seriamente na situação mundial, muita gente experimente esse pessimismo ao qual você se refere. Porque de fato atravessamos um tempo de rápidas transformações e não sabemos para onde estamos indo, mas isso não constitui um elemento novo em tempos críticos. Tempos que nos remetem ao mundo em ruínas depois de 1914, ou mesmo a vários lugares daquela Europa entre duas grandes guerras ou na expectativa de uma terceira. Aqueles anos durante e após a 2ª Guerra foram catastróficos, ali ninguém poderia prever que formato o futuro teria ou mesmo se haveria algum futuro. Cruzamos também os anos da Guerra Fria, sempre assustadores pela possibilidade de uma guerra nuclear. E, mais recentemente, notamos a mesma sensação de desorientação ao vermos como os Estados Unidos mergulharam numa crise econômica que até parece ser o breakdown do capitalismo liberal.
Nações saíram empobrecidas, arruinadas mesmo, das guerras mundiais, mas é adequado pensar que havia naqueles escombros o desenho de um futuro?
Sim. Se de um lado o futuro nos era desconhecido e cada vez mais inesperado, havia por outro lado uma ideia mais nítida sobre as opções que se apresentavam. No entreguerras, a escolha principal de um modelo se dava entre o capitalismo reformado e o socialismo com forte planejamento econômico - supremacia de mercado sem controle era algo impensável. Havia ainda a opção entre uma democracia liberal, o fascismo ultranacionalista e o comunismo. Depois de 1945, o mundo claramente se dividiu numa zona de democracia liberal e bem-estar social a partir de um capitalismo reformado, sob a égide dos EUA, e uma zona sob orientação comunista. E havia também uma zona de emancipação de colônias, que era algo indefinido e preocupante. Mas veja que os países poderiam encontrar modelos de desenvolvimento importados do Ocidente, do Leste e até mesmo resultante da combinação dos dois. Hoje esses marcos sinalizadores desapareceram e os ‘pilotos’ que guiariam nossos destinos, também.
Como o senhor avalia o poder das imagens de destruição nos ataques do 11/9 a Nova York, tão repetidas nos últimos dias? Tornaram-se o símbolo de uma guinada histórica, apontando novas relações entre Ocidente e Oriente? Por que imagens do cenário de morte de Bin Laden surtiram menos impacto?
A queda das torres do World Trade Center foi certamente a mais abrangente experiência de catástrofe que se tem na história, inclusive por ter sido acompanhada em cada aparelho de televisão, nos dois hemisférios do planeta. Nunca houve algo assim. E sendo imagens tão dramáticas, não surpreende que ainda causem forte impressão e tenham se convertido em ícones. Agora, elas representam uma guinada histórica? Não tenho dúvida de que os Estados Unidos tratam o 11/9 dessa forma, como um turning point, mas não vejo as coisas desse modo. A não ser pelo fato de que o ataque deu ao governo americano a ocasião perfeita para o país demonstrar sua supremacia militar ao mundo. E com sucesso bastante discutível, diga-se. Já o retrato de Bin Laden morto (que não foi divulgado) talvez fosse uma imagem menos icônica para nós, mas poderia se converter num ícone para o mundo islâmico. Da maneira deles, porque não é costume nesse mundo dar tanta importância a imagens, diferentemente do que fazemos no Ocidente, com nossas camisetas estampando o rosto de Che Guevara.
Mas além da chance de demonstrar poderio militar, os Estados Unidos deram uma guinada na sua política externa a partir de 2001, ajustando o foco naquilo que George W. Bush batizou como ‘war on terror’. Outro encaminhamento seria possível?
Eu diria que a política externa americana, depois de 2001, foi parcialmente orientada para a guerra ao terror, e fundamentalmente orientada pela certeza de que o 11/9 trouxe para os EUA a primeira grande oportunidade, depois do colapso soviético, de estabelecer uma supremacia global, combinando poder político-econômico e poder militar. Criou-se a situação propícia para espalhar e reforçar bases militares americanas na Ásia central, ainda uma região muito ligada à Rússia. Sob esse aspecto, houve uma confluência de objetivos - combate-se o inimigo ampliando enormemente a presença militar americana. Mas, sob outro aspecto, esses objetivos conflitaram. A guerra no Iraque, que no fundo nada tinha a ver com a Al-Qaeda, consumiu atenção e uma enormidade de recursos dos EUA, e ainda permitiu à organização liderada por Bin Laden criar bases não só no Iraque, mas no Paquistão e extensões pelo Oriente Médio.
Os Estados Unidos lançaram-se nessa campanha sabendo o tamanho do inimigo?
O perigo do terrorismo islâmico ficou exagerado, a meu ver. Ele matou milhares de pessoas, é certo, mas o risco para a vida e a sobrevivência da humanidade que ele possa representar é muito menor do que o que se estima. Exemplo disso são as importantes mudanças que ocorreram neste ano no mundo árabe, mudanças que nada devem ao terrorismo islâmico. E não só: elas o deixaram à margem. Agora, o mais duradouro efeito da war on terror, aliás, uma expressão que os diplomatas americanos finalmente estão abandonando, terá sido permitir que os Estados Unidos revivessem a prática da tortura, bem como permitir que os cidadãos fossem alvo de vigilância oficial. Isso, claro, sem falar das medidas que fazem com que a vida das pessoas fique mais desconfortável, como ao viajar de avião.
Diante dos problemas econômicos que hoje afligem os Estados Unidos, ainda sem um horizonte de recuperação à vista, o senhor diria que seguimos em direção a um tempo de declínio da hegemonia americana? 
Nós de fato caminhamos em direção à Era do Declínio Americano. As guerras dos últimos dez anos demonstram como vem falhando a tentativa americana de consolidar sua solitária hegemonia mundial. Isso porque o mundo hoje é politicamente pluralista, e não monopolista. Junto com toda a região que alavancou a industrialização na passagem do século 19 para o século 20, hoje a América assiste à mudança do centro de gravidade econômica do Atlântico Norte para o Leste e o Sul. Enquanto o Ocidente vive sua maior crise desde os anos 30, a economia global ainda assim continua a crescer, empurrada pela China e também pelos outros Brics. Ainda assim, não devemos subestimar os Estados Unidos. Qualquer que venha a ser a configuração do mundo no futuro, eles ainda se manterão como um grande país e não apenas porque são a terceira população do planeta. Ainda vão desfrutar, por um bom tempo, da notável acumulação científica que conseguiram fazer, além de todo o soft power global representado por sua indústria cultural, seus filmes, sua música, etc.
Não só por desdobramentos político-militares do 11/9, mas também pela emergência de novos atores no mundo globalizado, criam-se situações bem desafiadoras. Por exemplo, o que o Ocidente sabe do Islã? E dos países árabes que hoje se levantam contra seus regimes? Qual é o grau de entendimento da China? Enfim, o Ocidente enfrenta dificuldades decorrentes de uma certa superioridade cultural ou arrogância histórica?
Ao longo de toda uma era de dominação, o Ocidente não só assumiu que seus triunfos são maiores do que os de qualquer outra civilização, e que suas conquistas são superiores, como também que não haveria outro caminho a seguir. Portanto, ao Ocidente restaria unicamente ser imitado. Quando aconteciam falhas nesse processo de imitação, isso só reforçava nosso senso de superioridade cultural e arrogância histórica. Assim, países consolidados em termos territoriais e políticos, monopolizando autoridade e poder, olharam de cima para baixo para países que aparentemente estavam falhando na busca de uma organização nas mesmas linhas. Países com instituições democráticas liberais também olharam de cima para baixo para países que não as tinham. Políticos do Ocidente passaram a pensar democracia como uma espécie de contabilidade de cidadãos em termos de maiorias e minorias, negando inclusive a essência histórica da democracia. E os colonizadores europeus também se acharam no direito de olhar populações locais de cima para baixo, subjugando-as ou até erradicando-as, mesmo quando viam que aqueles modos de vida originais eram muito mais adequados ao meio ambiente das colônias do que os modos de vida trazidos de fora. Tudo isso fez com que o Ocidente realmente desenvolvesse essa dificuldade de entender e apreciar avanços que não fossem os próprios.
Essa superioridade do Ocidente pode mudar com a emergência de uma potência como a China?
Mas mesmo a China, que no passado remoto era tida como uma civilização superior, foi subestimada por longo tempo. Só depois da 2ª Guerra é que seus avanços em ciência e tecnologia começaram a ser reconhecidos. E só recentemente historiadores têm levantado as extraordinárias contribuições chinesas até o século 19. Veja bem, ainda não sabemos em que medida a cultura, a língua e mesmo as práticas espirituais da Pérsia, hoje Irã, enfim, em que medida aquele fraco e frequentemente conquistado império influenciou uma grande parte da Ásia, do Império Otomano até as fronteiras da China. Sabemos? Temos grande dificuldade em compreender a natureza das sociedades nômades, bem como sua interação com sociedades agrícolas assentadas, e hoje a falta dessa compreensão torna quase impossível traduzir o que se passa em vastas áreas da África e da região do Saara, por exemplo, no Sudão e na Somália. A política internacional fica completamente perdida quando confrontada por sociedades que rejeitam qualquer tipo de estado territorial ou poder superior ao do clã ou da tribo, como no Afeganistão e nas terras altas do sudoeste asiático. Hoje achamos que já sabemos muito sobre o Islã, sem nem sequer nos darmos conta de que o radicalismo xiita dos aiatolás iranianos e o sonho de restauração do califado por grupos sunitas não são expressões de um Islã tradicional, mas adaptações modernistas, processadas o longo século 20, de uma religião prismática e adaptável.
Com todos esses exemplos de 'mundos' que se estranham, o senhor diria que a história corre o risco das distorções?
Apesar de todos esses exemplos, sou forçado a admitir que a arrogância histórica ocidental inevitavelmente se enfraquece, exceto em alguns países, entre eles os EUA, cujo senso de identidade coletiva ainda consiste na crença de sua própria superioridade. Nos últimos dez anos, a história tomou outro curso, muito afetada pelas imigrações internacionais que permitem a mulheres e homens de outras culturas virem para os "nossos" países. Dou um exemplo: hoje a informação municipal na região de Londres onde vivo está disponível não apenas em inglês, mas em albanês, chinês, somali e urdu. A questão preocupante é que, como reação a tudo isso, surge também uma xenofobia de caráter populista, que se propaga até nas camadas mais educadas da população. Mas, inegavelmente, numa cidade como Londres ou Nova York, onde a presença dos imigrantes de várias partes é forte, existe hoje um reconhecimento maior da diversidade do mundo do que se tinha no passado. Turistas que buscam destinos na Ásia, África ou até mesmo no Caribe costumam não entender a natureza das sociedades que cercam seus hotéis, mas jovens mulheres e homens que hoje viajam, a trabalho ou estudos, para esses lugares, já criam outra compreensão. Em resumo, apesar da expansão de xenofobia, há motivos para otimismo porque a compreensão abrangente do nosso tempo complexo requer mais do que conhecimento ou admiração por outras culturas. Requer conhecimento, estudo e, não menos importante, imaginação.
Imaginação?
Sim, porque essa compreensão abrangente é frequentemente dificultada pelo persistente hábito de políticos e generais passarem por cima do passado. O Afeganistão é um clamoroso exemplo do que estou dizendo. Temo que não seja o único.
Na sua opinião, estaríamos atravessando um momento regressivo da humanidade quando fundamentalismos religiosos impõem visões de mundo e modos de vida?
O que vem a ser um momento regressivo? Esta é a pergunta que faço. Não acredito que nossa civilização esteja encarando séculos de regressão como ocorreu na Europa Ocidental depois da queda do Império Romano. Por outro lado, devemos abandonar a antiga crença de que o progresso moral e político seja tão inevitável quanto o progresso científico, técnico e material. Essa crença tinha alguma base no século 19. Hoje o problema real que se coloca, o maior deles, é que o poder do progresso material e tecnocientífico, baseado em crescente e acelerado crescimento econômico, num sistema capitalista sem controle, gera uma crise global de meio ambiente que coloca a humanidade em risco. E, à falta de uma entidade internacional efetiva no plano da tomada de decisão, nem o conhecimento consolidado do que fazer, nem o desejo político de governos nacionais de fazer alguma coisa estão presentes. Esse vazio decisório e de ação pode, sim, levar o nosso século para um momento regressivo. E certamente isso tem a ver com aquele "sentido de desorientação" que discutimos no início da entrevista.
Apoiado na sua longa trajetória acadêmica, que conselhos o senhor daria aos jovens historiadores de hoje?
Hoje pesquisar e escrever a história são atividades fundamentais, e a missão mais importante dos historiadores é combater mitos ideológicos, boa parte deles de feitio nacionalista e religioso. Combater mitos para substituí-los justamente por história, com o apoio e o estímulo de muitos governos, inclusive. Se eu fosse jovem o suficiente, gostaria de participar de um excitante projeto interdisciplinar que recorresse à moderna arqueologia e às técnicas de DNA para compor uma história global do desenvolvimento humano, desde quando os primeiros Homo sapiens tenham aparecido na África oriental e como elas se espalharam pelo globo. Agora, se eu fosse um jovem historiador latino-americano, daí eu poderia ser tentado a investigar o impacto do meu continente sobre o resto do mundo. Isso, desde 1492, na era dos descobrimentos, passando pela contribuição material desse continente a tantos países, com metais preciosos, alimentos e remédios, até o efeito da América Latina sobre a cultura moderna e a compreensão do mundo, influenciando intelectuais como Montaigne, Humboldt, Darwin. E, evidentemente, eu pesquisaria a riqueza musical do continente, fosse eu um latino-
americano. Isso é tudo o que eu quero dizer.
Fonte: O Estadão.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Roteiro de Estudo 8º ano Colégio Lassale.

1) Urbanização da América Latina ( fatores);
2) Modelo de industrialização adotado pelos países latino-americanos;
3) Processo de dependência dos países latino-americanos em relação às grandes potências industrializadas do planeta;
4) Papel exercido pelo Estado na industrialização dos países latino-americanos;
5) Processo de desconcentração industrial e presença das multinacionais na América Latina;
6) Processo de exclusão durante a formação dos grandes centros urbanos latino-americanos.
Bom Estudo!!!

Nova York : Antes e Depois dos ataques de 11 de Setembro.

http://ultimosegundo.ig.com.br/11desetembro/veja+antes+e+depois+da+reconstrucao+pos11+de+setembro/n1597195465812.html
Fonte: Jornal Último Segundo.

Cronologia dos ataques de 11/09.

Acesse o link e veja o infográfico muito bem produzido.
http://ultimosegundo.ig.com.br/11desetembro/veja+cronologia+dos+ataques+do+11+de+setembro/n1597194659951.html
Fonte: Jornal Último Segundo.

A Farsa do 11 de Setembro.

Fonte: Youtube

11 de Setembro e a Guerra contra o terror.

Desde pequenos crescemos com a idéia de que os EUA são a maior potência mundial e de uma certa forma, isso é verdade, pois passamos a maior parte do tempo ouvindo ou lendo a respeito em livros, revistas, jornais e TV.
Toda essa potência, praticamente, dita regras e tendências as quais o mundo inteiro absorve.
A nossa ilusão de que os EUA são uma nação forte e preparada para qualquer ocasião acabou no dia 11 de setembro de 2001, quando terroristas driblaram a segurança americana e protagonizaram o maior atentado que o país já sofreu.
Ao todo, foram 4 aviões: dois se chocaram com as torres do World Trade Center (eram considerados dois dos maiores prédios do mundo – 110 andares – e um símbolo do poder americano), um outro avião atingiu o Pentágono e um 4º avião não chegou até o alvo previsto, pois foi abatido e caiu na Pensilvânia. Calcula-se que na hora da tragédia cerca de 10 mil pessoas estavam no World Trade Center.
Os ataques foram planejados pela organização terrorista Al Qaeda, liderada por Osama Bin Laden, considerado o inimigo número 1 dos americanos.
Essa não foi a 1ª vez que o prédio foi alvo de um atentado. Em 1993, um caminhão contendo explosivos foi detonado ferindo e matando várias pessoas.
O atentado chocou o mundo, que parou diante seus televisores para assistir às tristes cenas.
Revoltado e indignado, o presidente americano – George W. Bush – iniciou sua própria campanha contra o terrorismo.
Dias depois, apoiado por vários países como Canadá e Austrália, os EUA bombardearam o Afeganistão (país que apoiava e abrigava os terroristas da Al Qaeda).
Porém, com o passar do tempo, Bush não se contentou em atacar somente o Afeganistão. Para ele, o Irã, o Iraque e a Coréia do Norte faziam parte do chamado Eixo do Mal, ou seja, em seus discursos, Bush afirmava que esses países possuíam armas de destruição em massa, além de propagarem o terrorismo.
Com esse discurso e algumas “provas” (que até hoje são questionadas), Bush conseguiu invadir e bombardear o Iraque. Seu objetivo era prender Saddam Hussein (ex -presidente do Iraque que em 1990 entrou em conflito com os EUA na chamada Guerra do Golfo). Após um longa resistência, Saddam foi capturado e morto, porém a morte deste ex-ditador iraquiano não significa o fim do terror e das ameaças.
O 11 de setembro preocupou não só os EUA, mas também todas as outras potências mundiais. Após a tragédia americana, diversos países ficaram atentos para possíveis ataques terroristas.
Hoje, 6 anos depois, o governo americano ainda é ameaçado. Volta e meia, Osama Bin Laden aparece fazendo discursos e ameaçando a segurança americana, por esta razão, os americanos vivem na corda bamba, sempre com medo de novos ataques. A segurança foi redobrada e hoje está mais difícil viajar para lá.
O local da tragédia virou um centro turístico. As pessoas deixam flores, fazem orações e torcem para que o país não seja alvo de um novo atentado.
Fonte: Info Escola.