terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Formação de Vulcões.


Como ocorre a erupção de um vulcão.

Placas Divergentes

Quase todas as áreas em que as placas estão se afastando ocorrem entre os oceanos, nas cadeias mesoceânicas. Nesses locais, rochas extremamente quentes sobem por um rifte na crosta do leito oceânico. Parte da lava produzida em um rifte submerso é chamada de almofada, em virtude de seu formato granuloso. Ela emerge em bolhas, com crostas que endurecem rapidamente. À medida que a lava escoa pelas laterais de um vulcão submarino, o magma quente no interior da almofada é expelido, formando uma nova almofada. Camadas de lava em almofada se acumulam, e então por fim se resfriam completamente, solidificando-se em uma nova crosta feita de basalto. Isso explica por que as rochas no fundo do oceano são jovens, em comparação a outras rochas continentais.
Convecção e placas tectônicas
Ilustração gentilmente cedida pelo Glossário Schlumberger Sobre o Campo Petrolífero.
Este corte transversal esquemático de convecção e placas tectônicas mostra como uma nova crosta é gerada em uma cadeia mesoceânica.

Placas Divergentes

Quase todas as áreas em que as placas estão se afastando ocorrem entre os oceanos, nas cadeias mesoceânicas. Nesses locais, rochas extremamente quentes sobem por um rifte na crosta do leito oceânico. Parte da lava produzida em um rifte submerso é chamada de almofada, em virtude de seu formato granuloso. Ela emerge em bolhas, com crostas que endurecem rapidamente. À medida que a lava escoa pelas laterais de um vulcão submarino, o magma quente no interior da almofada é expelido, formando uma nova almofada. Camadas de lava em almofada se acumulam, e então por fim se resfriam completamente, solidificando-se em uma nova crosta feita de basalto. Isso explica por que as rochas no fundo do oceano são jovens, em comparação a outras rochas continentais.
As fumarolas negras são versões submarinas de fontes hidrotermais. Elas expelem água aquecida contendo minérios dissolvidos, que dão uma cor escura à água quente. Essas características são encontradas em cadeias mesoceânicas. 
Ao longo de milhões de anos, camadas dessa crosta fresca se acumulam no leito oceânico, formando uma longa cadeia de vulcões montanhosos. Às vezes, os topos dos vulcões atingem a superfície do oceano e formam uma ilha, como a Islândia. A Islândia estende-se sobre a cadeia mesoatlântica, que percorre o leito oceânico em zigue-zague do Ártico até quase o Antártico, entre as placas eurasiática e norte-americana, no Atlântico Norte, e as placas africana e sul-americana, no Atlântico Sul.
Nesses riftes também se desenvolvem fontes termais vulcânicas, denominadas fontes hidrotermais e apelidadas de fumarolas negras. Descobertas em 1977, são primas submarinas das fontes termais de caldeiras como a de Yellowstone. Elas se formam quando a água do fundo do mar se aquece e sobe por condutos em um assoalho fresco de lava. A água dissolve e carrega consigo sulfetos ácidos de cobre, chumbo e zinco, que se acumulam em dutos negros - como chaminés.

Zonas de Subducção

Quando as placas se movem umas em direção às outras, uma placa continental se sobrepõe a uma placa oceânica. O contrário nunca ocorre, pois as placas oceânicas são mais pesadas e mais finas, com 2 a 10 km, que as placas continentais, com 20 a 40 km. As placas oceânicas mais pesadas são compostas de uma porção maior de material denso, incluindo os basaltos de grãos finos cuspidos pelos vulcões submarinos e metais pesados, como o ferro. As placas continentais, em comparação, são na maioria granitos mais grossos, que contêm vários elementos leves (silício, alumínio e sódio, para citar alguns).
À medida que a crosta oceânica fria desce, ela é aquecida pelo manto quente subjacente e pela fricção causada pelas placas que se movimentam umas contra as outras. Essa borda do leito oceânico é mais antiga que o leito fresco próximo ao rifte mesoceânico, portanto, ao longo de milhões de anos, camadas espessas de sedimentos foram depositadas sobre ela. Esses sedimentos incluem areia e lama de rios e fragmentos de conchas de seres marinhos. A placa descendente carrega esses sedimentos para o manto quente, onde eles se derretem para criar um novo tipo de magma que se resfria em rochas chamadas andesitos. O magma recebe esse nome em homenagem à Cordilheira dos Andes, na América do Sul, onde uma zona de subducção criou alguns dos vulcões mais impressionantes, altos e cobertos de neve da Terra. O magma andesítico normalmente passa por fissuras na crosta continental até chegar à superfície, causando erupções vulcânicas violentas.
Ponto quente
Ilustração gentilmente cedida pelo USGS.
A zona de formação de magma, ou ponto quente, fica bem abaixo das placas tectônicas móveis, e não se movimenta. Por razões ainda não totalmente compreendidas, plumas ocasionais de magma perfuram a crosta, formando uma ilha vulcânica. Durante os longos intervalos entre as plumas, a ilha viaja em sua plataforma continental. A próxima pluma emerge e cria uma nova ilha vulcânica.
Cientistas acreditam que a caldeira de Yellowstone, com todas as suas características vulcânicas, foi criada quando a rocha ao redor do centro do vulcão se fraturou em um padrão de anéis. O vulcão explodiu e o centro desabou, deixando uma cratera.
Le Piton de la Fournaise
Foto gentilmente cedida pela voluntária Claudie Simoncelli.
Um ponto quente abastece o Piton de la Fournaise, um vulcão-escudo nas Ilhas Reunião, no Oceano Índico. 

Pontos Quentes

A existência de pontos quentes é provavelmente um dos pontos mais controversos da teoria das placas tectônicas. A teoria dos pontos quentes sugere que um evento incomum em um ponto no interior da Terra força a subida de uma coluna de magma até a superfície. O magma sempre sobe para o mesmo lugar, mas chega em intervalos aleatórios de tempo. À medida que a crosta oceânica se move sobre o ponto quente fixo, a lava emerge em um local diferente da crosta.
Por exemplo, a cadeia de ilhas havaiana segue o movimento geral da crosta oceânica. De acordo com a teoria dos pontos quentes, cada ilha foi criada em turnos por uma intensa atividade vulcânica, seguida por um longo período de silêncio. Um ponto a favor dessa explicação é o padrão de atividade vulcânica das ilhas. Apenas a Ilha Grande do Havaí, a mais jovem do arquipélago, ainda tem vulcões ativos.
A antiga caldeira de Yellowstone repousa sobre um ponto quente continental, onde uma pluma de magma derreteu a crosta granítica.
O que causa os pontos quentes? Mais uma vez, existem várias teorias. Nenhuma teoria isolada está definitivamente correta. Uma teoria amplamente aceita atribui o fenômeno às correntes de convecção na astenosfera — a camada semissólida do manto sob a litosfera. Em uma escala muito maior, essas correntes se movem dentro da enorme quantidade de rocha no manto, fazendo com que as placas tectônicas se movimentem. Acredita-se que os pontos quentes sejam causados por um cenário semelhante de corrente de convecção, mas em menor escala. Sua desordem cria uma área fraca na litosfera, permitindo que o magma irrompa na superfície e crie um vulcão.
Por que isso não acontece sempre? Por que a atividade vulcânica para por um tempo e depois começa novamente? Essas perguntas ainda fazem parte do mistério dos pontos quentes.
Embora haja vulcões na maior parte do mundo, muitos se concentram em uma mesma área: as margens do Oceano Pacífico. Essa região, conhecida como Círculo de Fogo, é famosa por todos os tipos de atividade tectônica.


As fumarolas negras são versões submarinas de fontes hidrotermais. Elas expelem água aquecida contendo minérios dissolvidos, que dão uma cor escura à água quente. Essas características são encontradas em cadeias mesoceânicas. 
Ao longo de milhões de anos, camadas dessa crosta fresca se acumulam no leito oceânico, formando uma longa cadeia de vulcões montanhosos. Às vezes, os topos dos vulcões atingem a superfície do oceano e formam uma ilha, como a Islândia. A Islândia estende-se sobre a cadeia mesoatlântica, que percorre o leito oceânico em zigue-zague do Ártico até quase o Antártico, entre as placas eurasiática e norte-americana, no Atlântico Norte, e as placas africana e sul-americana, no Atlântico Sul.
Nesses riftes também se desenvolvem fontes termais vulcânicas, denominadas fontes hidrotermais e apelidadas de fumarolas negras. Descobertas em 1977, são primas submarinas das fontes termais de caldeiras como a de Yellowstone. Elas se formam quando a água do fundo do mar se aquece e sobe por condutos em um assoalho fresco de lava. A água dissolve e carrega consigo sulfetos ácidos de cobre, chumbo e zinco, que se acumulam em dutos negros - como chaminés.

Zonas de Subducção

Quando as placas se movem umas em direção às outras, uma placa continental se sobrepõe a uma placa oceânica. O contrário nunca ocorre, pois as placas oceânicas são mais pesadas e mais finas, com 2 a 10 km, que as placas continentais, com 20 a 40 km. As placas oceânicas mais pesadas são compostas de uma porção maior de material denso, incluindo os basaltos de grãos finos cuspidos pelos vulcões submarinos e metais pesados, como o ferro. As placas continentais, em comparação, são na maioria granitos mais grossos, que contêm vários elementos leves (silício, alumínio e sódio, para citar alguns).
À medida que a crosta oceânica fria desce, ela é aquecida pelo manto quente subjacente e pela fricção causada pelas placas que se movimentam umas contra as outras. Essa borda do leito oceânico é mais antiga que o leito fresco próximo ao rifte mesoceânico, portanto, ao longo de milhões de anos, camadas espessas de sedimentos foram depositadas sobre ela. Esses sedimentos incluem areia e lama de rios e fragmentos de conchas de seres marinhos. A placa descendente carrega esses sedimentos para o manto quente, onde eles se derretem para criar um novo tipo de magma que se resfria em rochas chamadas andesitos. O magma recebe esse nome em homenagem à Cordilheira dos Andes, na América do Sul, onde uma zona de subducção criou alguns dos vulcões mais impressionantes, altos e cobertos de neve da Terra. O magma andesítico normalmente passa por fissuras na crosta continental até chegar à superfície, causando erupções vulcânicas violentas.
Ponto quente
Ilustração gentilmente cedida pelo USGS.
A zona de formação de magma, ou ponto quente, fica bem abaixo das placas tectônicas móveis, e não se movimenta. Por razões ainda não totalmente compreendidas, plumas ocasionais de magma perfuram a crosta, formando uma ilha vulcânica. Durante os longos intervalos entre as plumas, a ilha viaja em sua plataforma continental. A próxima pluma emerge e cria uma nova ilha vulcânica.
Cientistas acreditam que a caldeira de Yellowstone, com todas as suas características vulcânicas, foi criada quando a rocha ao redor do centro do vulcão se fraturou em um padrão de anéis. O vulcão explodiu e o centro desabou, deixando uma cratera.
Le Piton de la Fournaise
Foto gentilmente cedida pela voluntária Claudie Simoncelli.
Um ponto quente abastece o Piton de la Fournaise, um vulcão-escudo nas Ilhas Reunião, no Oceano Índico. 

Pontos Quentes

A existência de pontos quentes é provavelmente um dos pontos mais controversos da teoria das placas tectônicas. A teoria dos pontos quentes sugere que um evento incomum em um ponto no interior da Terra força a subida de uma coluna de magma até a superfície. O magma sempre sobe para o mesmo lugar, mas chega em intervalos aleatórios de tempo. À medida que a crosta oceânica se move sobre o ponto quente fixo, a lava emerge em um local diferente da crosta.
Por exemplo, a cadeia de ilhas havaiana segue o movimento geral da crosta oceânica. De acordo com a teoria dos pontos quentes, cada ilha foi criada em turnos por uma intensa atividade vulcânica, seguida por um longo período de silêncio. Um ponto a favor dessa explicação é o padrão de atividade vulcânica das ilhas. Apenas a Ilha Grande do Havaí, a mais jovem do arquipélago, ainda tem vulcões ativos.
A antiga caldeira de Yellowstone repousa sobre um ponto quente continental, onde uma pluma de magma derreteu a crosta granítica.
O que causa os pontos quentes? Mais uma vez, existem várias teorias. Nenhuma teoria isolada está definitivamente correta. Uma teoria amplamente aceita atribui o fenômeno às correntes de convecção na astenosfera — a camada semissólida do manto sob a litosfera. Em uma escala muito maior, essas correntes se movem dentro da enorme quantidade de rocha no manto, fazendo com que as placas tectônicas se movimentem. Acredita-se que os pontos quentes sejam causados por um cenário semelhante de corrente de convecção, mas em menor escala. Sua desordem cria uma área fraca na litosfera, permitindo que o magma irrompa na superfície e crie um vulcão.
Por que isso não acontece sempre? Por que a atividade vulcânica para por um tempo e depois começa novamente? Essas perguntas ainda fazem parte do mistério dos pontos quentes.
Embora haja vulcões na maior parte do mundo, muitos se concentram em uma mesma área: as margens do Oceano Pacífico. Essa região, conhecida como Círculo de Fogo, é famosa por todos os tipos de atividade tectônica.
Fonte: Planet Seed.

A guerra da Bósnia (1992-1995).

Manchete do Jornal do Brasil em 1995.
Com o fim dos regimes socialistas, a partir da desintegração da URSS, emergem as diferenças étnicas, culturais e religiosas entre as seis repúblicas que formam a Iugoslávia, impulsionando movimentos pela independência. Na Bósnia-Herzegóvina cresce o nacionalismo sérvio que pretende restaurar a chamada Grande Sérvia, formada por Sérvia e Montenegro, parte da Croácia e quase toda a Bósnia. Quando os bósnios decidem pela independência do país e os sérvios não aceitam, os combates entre os dois grupos intensificam-se. A situação de guerra civil é caracterizada em 1992.

   
Nas áreas ocupadas, os sérvios da Bósnia fazem a chamada limpeza étnica: expulsão dos não-sérvios, massacre de civis, prisão da população e outras etnias e reutilização dos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial. A Croácia entra no conflito, reivindicando parte do território bósnio e voltando-se contra a Sérvia. Com o acirramento da guerra, a OTAN envia tropas, executando tentativas de cessar-fogo, mas estas são repetidamente desrespeitadas. No início de 1995, os sérvios dominam 70% do território da Bósnia-Herzegóvina. Porém, em agosto, com a vitória da Croácia, a relação de forças se equilibra, facilitando a estratégia dos EUA de promover uma negociação de paz. Em dezembro é assinado um acordo, prevendo a manutenção da Bósnia-Herzegóvina  nas suas fronteiras atuais, dividindo-a igualmente em uma federação muçulmano-croata e uma república bósnia-sérvia. É previsto um governo único, entregue a uma representação de sérvios, bósnios e croatas.
Fonte: Grupo Escolar.

Neoliberalismo e Globalização.



 Durante o período final da Guerra Fria o capitalismo passou por um de seus períodos econômicos de maior crescimento. Esse processo já havia começado nos últimos lustros do século XIX e, desde a I Guerra Mundial, já se pode observar que os Estados Unidos da América estavam se transformando numa grande potência, graças ao seu crescente poderio econômico-militar.


Cada vez mais presente no cotidiano da humanidade.

Diversas mudanças, em escala mundial, permitiram que a hegemonia norte-americana fosse se consolidando após a II Guerra Mundial, senão vejamos:
_ Conferência de Bretton Woods em 1944, na qual ficou estabelecido que o dólar passaria a ser a principal moeda de reserva mundial, abandonando-se o padrão-ouro.
_ Crescente participação das transnacionais norte-americanas no exterior, em especial na Europa e em alguns países subdesenvolvidos como o Brasil, o México, etc.
_ Expansão dos bancos norte-americanos e sua transnacionalização.
_ Descolonização da África e da Ásia que, criando dificuldades econômicas aos países europeus, abriu oportunidades para os Estados Unidos da América.


        Durante três semanas de julho de 1944, do dia 1º ao dia 22, 730 delegados de 44 países do mundo então em guerra, reuniram-se no Hotel Mount Washington, em Bretton Woods, New Hampshire, nos Estados Unidos, para definirem uma Nova Ordem Econômica Mundial. Foi uma espécie de antecipação da ONU (fundada em São Francisco no ano seguinte, em 1945) para tratar das coisas do dinheiro. A reunião centrou-se ao redor de duas figuras chaves: Harry Dexter White, Secretário-Assistente do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e de Lord Keynes, o mais famoso dos economistas, representando os interesses da Grã-Bretanha, que juntos formavam o eixo do poder econômico da terra inteira.
         Acertou-se que dali em diante, em documento firmado em 22 de julho de 1944, na era que surgiria das cinzas da Segunda Guerra Mundial, haveria um fundo encarregado de dar estabilidade ao sistema financeiro internacional bem como um banco responsável pelo financiamento da reconstrução dos países atingidos pela destruição e pela ocupação: o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento, ou simplesmente World Bank, Banco Mundial, apelidados então de os Pilares da Paz.

         Os investimentos internacionais cresceram em volume, pois, além dos Estados Unidos, as antigas potências européias, que estavam se recuperando da crise criada pelos desastres da guerra, também começavam a se expandir.

         O domínio mundial estadunidense é evidenciado pelo seu controle de mais da metade dos investimentos internacionais e pelo elevado número de filiais das transnacionais, a tendência de monopolização do capitalismo foi acelerada, fato que também pode ser observado nos programas de privatização que se intensificaram na década de 1980, envolvendo mais de 100 países do mundo e movimentando trilhões de dólares.

         Ao produzir em locais onde a mão-de-obra é mais barata (tanto seu preço por hora quanto os encargos sociais) ou onde os custos de proteção ambientais são nulos ou muito baixos, as transnacionais reduzem os seus custos de produção, barateando as mercadorias. Dessa forma, podem vender seus produtos mais barato (quebrando a concorrência), aumentar suas taxas de lucro ou obter uma combinação de ambos.

         Após a II Guerra Mundial, iniciou-se o mais longo período de crescimento contínuo do capitalismo, abalado apenas pela crise do petróleo, em fins de 1973. Durante os últimos 30 anos, o valor da produção econômica quadruplicou e as exportações quase sextuplicaram nos países desenvolvidos. Uma das principais causas desse crescimento do capitalismo foi a expansão de um grupo bem definido de grandes empresas, das quais cerca de 500 atingem dimensões gigantescas.

         Essas empresas, passaram a ser denominadas multinacionais, a partir de 1960, mas essa expressão se popularizou após 1973, quando a revista Business Week publicou artigos e relatórios sobre elas. Segundo as Nações Unidas, as empresas multinacionais “são sociedade que possuem ou controlam meios de produção ou serviço fora do país onde estão estabelecidas”. Hoje, no entanto, toma-se consciência de que a palavra transnacional expressa melhor a idéia de que essas empresas não pertencem a várias nações (multinacionais), mas sim que atuam além das fronteiras de seus países de origem.

         No fim da Ordem da Guerra Fria (1989), segundo relatório da ONU, existiam mais de 30 mil empresas transnacionais, que tinham espalhadas pelo mundo cerca de 150 mil filiais. Em 1970 elas eram apenas 7.125 empresas e tinham pouco mais de 20 mil subsidiárias.

         As transnacionais foram, durante o período da Guerra Fria, a maior fonte de capital externo para os países subdesenvolvidos pois controlavam a maior parte do fluxo de capitais no mundo (exceto nos anos do Plano Marshall). No fim dessa ordem internacional, empresários estadunidenses controlavam mais de 35% das empresas transnacionais do mundo.

         Nas últimas décadas, a globalização da economia tornou cada vez mais importante o sistema financeiro internacional. Ele é formado por um conjunto de normas, práticas e instituições (que fazem ou recebem pagamentos das transações realizadas fora das fronteiras nacionais). Dessa forma, o sistema envolve as relações de dezenas de moedas do mundo, sendo vital para o fechamento das balanças comerciais e de pagamento dos países do mundo. Em síntese, são três as funções do sistema monetário internacional: provisão de moeda internacional, as chamadasreservas; financiamento dos desequilíbrios formados pelo fechamento dos desequilíbrios formados pelo fechamento dos pagamentos entre os países; e ajuste das taxas cambiais.

         Sua organização moderna teve início em julho de 1944, em um hotel chamado Bretton Woods, localizado na cidade norte-americana de Littleton (New Hampshire), onde 44 países assinaram um acordo para organizar o sistema monetário internacional.

         Procurava-se também resolver os problemas mais imediatos do pós-guerra, para permitir a reconstrução das economias européias e japonesa, mas o acordo acabou se transformando em um reflexo do poder político e financeiro dos Estados Unidos. Nessa reunião também foram criados o Fundo Monetário Internacional (FMI), e o Banco Internacional para Reconstrução do Desenvolvimento (Bird), hoje conhecido como Banco Mundial.

         A conferência estabeleceu uma paridade fixa entre as moedas do mundo e o dólar, que poderia ser convertido em ouro pelo Banco Central estadunidense a qualquer instante. Todos os países participantes fixaram o valor de sua moeda em relação ao ouro, criando uma paridade internacional fixa. Todas as grandes nações da época, exceto a União Soviética, evidentemente, concordaram em criar um “Banco Mundial”, com a função de realizar empréstimos de longo prazo para a reconstrução e o desenvolvimento dos países membros; e o FMI, para realizar créditos de curto prazo e estabilizar moedas em casos de emergência. Isso garantiu uma estabilidade monetária razoável durante 25 anos.

         À medida que as economias da Europa e do Japão foram se recuperando dos desastrosos efeitos da II Guerra Mundial e que os países subdesenvolvidos se emanciparam de suas potências imperialistas, passando a agir como entidades econômicas independentes, uma série de deficiências do acordo de Bretton Woods foram ficando claras, gerando crises que se ampliaram desde o fim da década de 1960. O acordo deixou de vigorar a partir de 1971, quando o presidente norte-americano, Richard Nixon, abandonou o padrão-ouro, ou seja, não permitiu mais a conversão de dólares em ouro automaticamente. Com isso o sistema de câmbio desmoronou.

         O que define a economia dominante é que a sua moeda se torna uma moeda internacional, servindo de parâmetro ou de reserva financeira para outros países. Quando, em 1971, os Estados Unidos quebraram a conversão automática do dólar em ouro, eles obrigaram os países que tinham dólares acumulados a guardá-los (já que não poderiam mais ser convertidos em ouro) ou vendê-los no mercado livre (em geral com prejuízo). Em março de 1973 praticamente todos os países tinham desistido de fixar o valor de suas moedas em ouro e a flutuação cambial tinha se firmado como padrão mundial.

         A crise do petróleo em 1973 gerou condições definitivamente diferentes das existentes anteriormente e obrigou o conjunto de nações a tomar uma série de medidas a respeito do papel do ouro nas relações monetárias internacionais. Após 1973, as taxas de câmbio de cada país passaram a flutuar e seu valor passou a ser determinado dia a dia.

         A aceleração do crescimento das transações comerciais e o impressionante aumento do fluxo de turistas no mundo determinaram uma intensificação das trocas de uma moeda por outra (câmbio), criando uma maior interdependência entre os países. Dessa forma, a recessão econômica ou a crise financeira de um país pode afetar muito rapidamente outras nações o que explica a necessidade de um sistema monetário internacional, para servir como um amortecedor dos impactos dessas transformações, melhorando e facilitando as relações entre nações tão interdependentes na atualidade.
Fonte: Cultura Brasil.

Chuva ácida.


chuva ácida é um dos grandes problemas ambientais da atualidade. Esse fenômeno é muito comum nos centros urbanos e industrializados, onde ocorre a poluição atmosférica decorrente da liberação de óxidos de nitrogênio (NOx), dióxido de carbono (CO2) e do dióxido de enxofre (SO2), sobretudo pela queima do carvão mineral e de outros combustíveis de origem fóssil.
Monumento danificado pela chuva ácida
Monumentos atingidos pela chuva ácida.
É importante ressaltar que a chuva contém um pequeno grau natural de acidez, no entanto, não gera danos à natureza. O problema é que o lançamento de gases poluentes na atmosfera por veículos automotores, indústrias, usinas termelétricas, entre outros, tem aumentado a acidez das chuvas.
O dióxido de carbono, o óxido de nitrogênio e o dióxido de enxofre reagem com as partículas de água presentes nas nuvens, sendo que o resultado desse processo é a formação do ácido nítrico (HNO3) e do ácido sulfúrico (H2SO4). Ao se precipitarem em forma de chuva, neve ou neblina, ocorre o fenômeno conhecido como chuva ácida, que, em virtude da ação das correntes atmosféricas, também pode ser desencadeada em locais distantes de onde os poluentes foram emitidos.
Processo de formação e ocorrência da chuva ácida.
Entre os transtornos gerados pela chuva ácida estão a destruição de lavouras e de florestas, modificação das propriedades do solo, alteração dos ecossistemas aquáticos, contaminação da água potável, danificação de edifícios, corrosão de veículos e monumentos históricos, etc. De acordo com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), cerca de 35% dos ecossistemas do continente europeu foram destruídos pelas chuvas ácidas.
A maior ocorrência de chuvas ácidas até os anos 1990 era nos Estados Unidos da América (EUA). Contudo, esse fenômeno se intensificou nos países asiáticos, principalmente na China, que consome mais carvão mineral do que os EUA e os países europeus juntos. No Brasil, a chuva ácida é mais comum nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
Algumas ações são necessárias para reduzir esse problema, tais como a redução no consumo de energia, sistema de tratamento de gases industriais, utilização de carvão com menor teor de enxofre e a popularização de fontes energéticas limpas: energia solar, eólica, biocombustíveis, entre outras.
Fonte: Brasil Escola e Grupo Escolar.

A nova classe média africana .

Pobreza abjeta aqui, opulência ali e, no meio disso, nada. Essa era a imagem comum das sociedades africanas até agora. Porém, em alguns países está nascendo uma nova classe média que pode transformar radicalmente o aspecto da África.

EXISTEM, PORÉM, PAÍSES nos quais o desenvolvimento não evolui, muitas vezes, por razões políticas. Para Darbon, um desses exemplos seria “o colapso econômico na Costa do Marfim, que durante anos representou o milagre econômico africano”.
Segundo o cientista, a própria classe média muitas vezes tem uma conduta tendenciosa de conivência com o Estado, sem exercer crítica. Mas existem exceções. No Quênia foi justamente essa parcela da população que não apoiou os conflitos étnicos desencadeados pelo governo e pela oposição após as eleições presidenciais de 2008. “Por essa razão, a estabilidade política acabou retornando muito mais rapidamente do que se supunha”.
A África pode tornar-se um continente da esperança?

Os diagnósticos sobre a nova classe média africana não são incontestados e inequívocos. Os pessimistas gostam de relativizar essas observações, indicando que a nova prosperidade desfrutada pelo continente devese exclusivamente ao explosivo aumento do preço das matérias-primas, encabeçadas pelo petróleo. Além disso, acrescentam eles, a riqueza na África nunca beneficiou as grandes massas nem os problemas, como a corrupção desenfreada, que persiste.
O continente é afligido por outros males hereditários, como a fome. Mesmo em países que estão prosperando, o aumento do preço dos alimentos fomenta inquietações. Após novo encarecimento do pão, em 2009, dez pessoas morreram durante manifestações em massa em Moçambique – país cuja economia cresce anualmente mais de 8%, mas no qual 65% da população vive abaixo do nível da pobreza. A África do Sul, a maior e mais forte economia do continente, também é abalada por protestos. Em setembro de 2010, os funcionários públicos exigiram aumento salarial e, durante o processo de negociações, paralisaram o país inteiro durante várias semanas.
Apesar de exemplos como esses, os peritos consideram que o continente africano vive atualmente uma retomada econômica saudável e sustentável, na qual a classe média tem grande participação. Afinal, historicamente ela sempre foi a garantia de grandes sucessos. Nos séculos 18 e 19, a Grã-Bretanha só conseguiu tornar-se a primeira – e verdadeira – superpotência mundial porque possuía uma sólida classe média como alicerce econômico. Nos Estados Unidos, essa camada social assumiu posteriormente a mesma função, e na China está ocorrendo exatamente o mesmo processo.
CAMARÕES 
Guy Désiré é diretor de uma escola de ensino fundamental em Buéa, no oeste da República. Antes de ir para o trabalho ela e seu filho ainda pegam rapidamente uma galinha que precisam vender a um freguês. Désiré duplica seu salário de professor com uma pequena granja e uma apicultura.
ENTRETANTO, AS OPINIÕES dos especialistas divergem amplamente sobre a força da classe média africana. Um dos problemas está no fato de que em nações com estatísticas públicas falhas é muito complicado analisar e compreender esse amplo grupo populacional multifacetado.
Uma simples comparação das rendas líquidas fornece poucas informações. Na Nigéria, por exemplo, ela se situa oficialmente em R$ 436,47 (€ 191,00) per capita por mês; mas quando se calcula o poder de aquisição dessa soma em relação aos preços, o resultado fornece um valor médio de R$ 2.047,50 (€ 896,00).
Outro problema para os cientistas é o significado da economia paralela, informal, que não se deixa abarcar nem calcular. Portanto, se trata da renda procedente de toda uma gama de atividades e provedores de serviços, desde pequenas farmácias particulares a oficinas informais ou postos de reciclagem. “A grande maioria da classe média obtém sua renda integral ou pelo menos parcial desses tipos de atividades”, afirma Darbon.
Em 2007, o Banco Mundial sugeriu como definição para uma “classe média global”, uma equação que se orienta na renda anual per capita em relação ao seu poder aquisitivo. De acordo com isso, quem ganha por ano entre R$ 6.855,6 (€ 3.000,00) e R$ 28.565,00 (€ 12.500,00) pertence à classe média. Em 2025, ela abrangerá 1,2 bilhão de pessoas que, em sua grande maioria, se originarão de países emergentes, principalmente da China e da Índia.
ENTRETANTO, A DEFINIÇÃO do Banco Mundial exclui muitos dos africanos entrevistados pelos pesquisadores franceses. De acordo com a interpretação oficial americana, eles se situariam abaixo do limiar da pobreza porque ganham menos de US$ 13,00 por dia e não podem ter luxos como fazer viagens de férias, comprar um carro, concluir estudos universitários ou se submeter a tratamentos odontológicos.
Por essa razão, os pesquisadores de Bordeaux sugerem uma definição mais abrangente de classe média, para a qual utilizam o conceito chinês de “pequeno bem-estar” (ou classe média baixa). Para eles, esse nível é alcançado por pessoas que podem satisfazer mais do que apenas suas necessidades básicas com a renda mensal. De acordo com essa definição, parte do salário tem de permanecer livremente disponível. Outros critérios incluem uma habitação aceitável, um número razoável de familiares, a emancipação econômica de esposas e filhas, acesso a atendimento médico e rendas mensais em vez de diárias. Além disso, é necessário ter remuneração regular que proteja da súbita pobreza e possibilite um planejamento do futuro.
Quando se toma por base essa definição, o “pequeno bem-estar” já se viabiliza com uma renda diária de R$ 3,20 (€ 1,40) nos países mais pobres da África. Nesse caso, a classe média africana englobaria entre 150 e 350 milhões de pessoas; portanto, de 15% a 35% da população continental. O economista norte-americano Vija Mahajan é mais otimista: de acordo com seus cálculos, em breve a classe média africana contará com até 500 milhões de pessoas.
“Em 2050, a África terá 1,8 bilhão de habitantes, uma vez e meia a mais que a Índia atual e três vezes a mais que a Europa de amanhã”, escreve Jean-Michel Severino. A parcela populacional nas cidades – onde vive a grande maioria da classe média – também experimentará um crescimento acentuado. Na realidade isso já vem acontecendo: há 60 anos, não existia uma única cidade com um milhão de habitante ao sul do Saara. Hoje já são 38. De acordo com a opinião de Severino, a urbanização fortalecerá a economia africana duradouramente – e lhe proporcionará, principalmente, mais peso global.
Prognóstico: o poder aquisitivo da África aumenta e prospera Entre 2000 e 2020, o número de domicílios africanos com renda anual de US$ 5.000,00 deve saltar de 59 para 128 milhões. Simultaneamente os dados indicam que a parcela da população pobre do continente também deverá diminuir – em quase 50%.

Em vista desses prognósticos, os investidores internacionais já se regozijam. Até 2040, os consumidores africanos terão alcançado poder aquisitivo de US$ 1,7 trilhão, estima a Proparco, subsidiária da agência de desenvolvimento francesa AFD. As empresas que estão sendo fundadas atualmente têm em vista precisamente essa massa consumidora – e produzem bens específicos para a classe média: brasseries (restaurantes com ambiente descontraído e requintado que servem pratos simples e outras refeições), em Uganda; parques de diversões, no Quênia; centros médicos, em Gana; supermercados na Tanzânia e, em quase todos os lugares, “lava-jatos”, agências de companhias de seguro, bancos, rede de restaurantes fast-food, escolas particulares – e novos programas de TV.
Mercado negro e economia paralela: importantes fontes de renda para a classe média

CAMARÕES Alice Nkm é advogada. Ela defende gays, que podem passar até cinco anos na prisão devido às suas preferências sexuais.
A venda de aparelhos de TV explodiu na África – um fato que os economistas também avaliam como um sinal de ascensão da classe média. O ramo cinematográfico e de filmes para a TV também floresce: na Nigéria, essa indústria, chamada de Nollywood em vista de seu tamanho e importância, produz atualmente 2 mil filmes por ano – mais que Bollywood, sua concorrente indiana, em Mumbay, e a original de Hollywood juntas. O desenvolvimento do ramo da telefonia celular é semelhante: em 2007, 264,5 milhões de africanos possuíam um celular – em comparação com 51,4 milhões quatro anos antes. Segundo Annie Chéneau-Loquay, pesquisadora do Centro Científico francês CNRS, que estuda os hábitos de comunicação na África, esse foi o maior aumento em termos globais.
Contudo, a melhoria da qualidade de vida e a ascensão da classe média na África têm seus lados sombrios. Dinky Levitt, professora de Medicina na Cidade do Cabo, na África do Sul, constatou que em muitos países do continente o diabetes aumentou em mais de 30%, por três razões, como ela diz: obesidade, inatividade física e urbanização. Outro indício mostra que a África, pelo menos em parte, está se tornando mais burguesa e acomodada. Inclusive no quesito alimentação.
Fonte: Revista Geo.

Origem das Culturas .


Os elementos que mais distinguiram o homem dos demais seres são: a grande capacidade de organização social, a expressão artística e intelectual, a capacidade de controle de seu meio, os mais diversos hábitos coletivos (formas de habitação, regime alimentar, crenças etc). Entre muito outros elementos mais específicos, estes são integrantes do conceito que é entendido por cultura.

Vários aspectos iniciais concorreram para a origem da aculturação dos povos: a fabricação de instrumentos, que por vezes determinava a posição de poder de um grupo em relação a outro; os regimes alimentares, as vestimentas e o modo de moradia ou abrigo eram determinados de acordo com a região de cada grupo etc. A partir da dispersão da espécie humana para as mais variadas regiões, os indivíduos tendiam à adaptação em relação ao meio em que se instalava. Tal fato resultou nas grandes variações culturais entre povos de diferentes regiões.
O homem fundou sua hegemonia em relação aos outros animais através de sua capacidade de controle do meio em que vivia. Para efeito de estudo, vagas evidências do desenvolvimento das técnicas de controle do meio permaneceram ao longo dos tempos. Sítios arqueológicos de todas as partes do mundo contêm indícios das migrações sazonais e da exploração de uma vasta variedade de modos de subsistência, tanto através do cultivo de vegetais quanto de animais. Em Nice, na França, alguns resquícios de abrigos de madeira foram encontrados. Tais resquícios tem idade estipulada em 400.000 anos. Ainda alguns fragmentos de ferramentas encontrados nos sítios de Neandertal são indícios do tratamento de peles para uso de vestuário (200.000 a 30.000 anos antes de Cristo, na África setentrional, na Europa, na Ásia Central e no Oriente Médio)

Agência nuclear da ONU aprova testes em usinas do Japão.


Especialistas nucleares da ONU aprovaram nesta terça-feira os testes elaborados para mostrar que as usinas nucleares japonesas podem resistir a outro terremoto e tsunami, à medida que o governo japonês realiza campanhas para reativar as usinas e para evitar um apagão no verão.
Foto: AP
James Lyons, diretor de departamento da AIEA, entrega relatório preliminar a Hiroyuki Fukano, diretor-geral da Agência de Segurança Industrial e Nuclear
O governo, porém, continua a enfrentar uma batalha para restaurar a confiança pública nas instalações de energia nacionais, após a tragédia de 11 de março que destruiu a usina nuclear de Fukushima, deflagrando a pior crise nuclear mundial em 25 anos.
A equipe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), baseada em Viena, esteve no Japão a pedido do governo para analisar testes de estresse conduzidos pela Agência de Segurança Industrial e Nuclear (Nisa, sigla em inglês) nos reatores parados, para verificar a segurança.
"Nós concluímos que as instruções da Nisa para as usinas nucleares e seu processo de análise para medidas de segurança abrangentes são de forma geral consistentes com os padrões de segurança da AIEA", afirmou o líder do grupo de dez pessoas da equipe da agência da ONU, James Lyons, nesta terça-feira.
"Estamos muito impressionados com o jeito como o Japão rapidamente implementou medidas de segurança emergenciais após o acidente em março. Eles também estiveram ativos em participar da comunidade internacional para determinar os passos que devem ser tomados adiante", disse Lyons aos repórteres.
Ele também destacou áreas em que o Japão pode melhorar, como a comunicação com as comunidades locais sobre os testes de estresse.
O governo do país aprovou também nesta terça um plano que limita a vida das usinas nucleares a 40 anos com prorrogação excepcional por mais 20 anos. O projeto de lei, que passou pelo gabinete japonês, e que segue agora para o Parlamento, pretende reforçar a segurança das centrais do Japão.

Dos 54 reatores de uso comercial existentes no arquipélago, existem três com ao menos 40 anos, incluindo o número 1 da planta de Fukushima, e muitos outros estão próximos de alcançar essa idade.Antes de conceder a prorrogação extraordinária, o governo japonês revisará o grau de desgaste dos reatores e a capacidade tecnológica da empresa operadora para garantir a manutenção dos equipamentos.

O plano do governo exige adequação às novas medidas de prevenção das centrais diante da possibilidade de que uma catástrofe pudesse danificar os seus reatores. Ele estimula a adoção de medidas contra a emissão em massa de substâncias radioativas ao ambiente em caso de acidente e evita episódios como o de Fukushima, que chegou a emitir 800 trilhões de becquereles por hora imediatamente após a catástrofe.
O projeto propõe a criação de um órgão de controle ligado ao Ministério do Meio Ambiente em substituição à atual Agência de Segurança Nuclear, atrelada ao Ministério da Indústria e que foi muito criticada por sua conduta no caso da energia atômica.
Atualmente, 51 dos 54 reatores do Japão estão parados por segurança ou em trabalho de manutenção, o que obrigou a aumentar a atividade das centrais térmicas de um país que antes do acidente obtinha 30% de sua energia das usinas nucleares.
Nenhum dos reatores paralisados tem autorização para retomar as operações até serem concluídos os testes de resistência e obtenham autorização das administrações locais, até agora contrárias à reativação.
O Instituto de Economia Energética do país prevê que, em caso de que não sejam retomados os reatores parados, Japão sofrerá déficit energético de ao menos 7% nesse verão, período de maior consumo.
Fonte: Último Segundo.