terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Como o novo supercontinente Amásia irá se formar?


  O novo supercontinente se chamará Amásia, nomeado assim pela futura fusão das Américas e da Ásia e pelo fechamento do Oceano Ártico e o Mar do Caribe.
  Direções de convergência previstas (setas vermelhas) estão confinadas no "anel de fogo" das zonas de subdução (faixa azul) que circunda um eixo preferencial do manto de ressurgência. A Amásia será localizada a 90° de distância do centro geográfico da última Pangeia.
A Terra foi coberta por combinações gigantes de continentes, chamados supercontinentes e será novamente um dia no futuro distante. O supercontinente previsto, apelidado de Amásia, pode se formar quando a América e Ásia se fundir, fechando o Oceano Ártico, é o que sugere os especialistas e cientistas, dentro de 50 a 200 milhões de anos.
De acordo com os pesquisadores de Yale, a fusão da América com a Ásia será complementada com o Polo Norte e assim será permitido, por meio de uma cadeia montanhosa, atravessar do Alasca à Sibéria.
O pesquisador Ross Mitchell, um geólogo da Universidade de Yale, acredita que a América ficará situada sobre uma área de extrema atividade sísmica e vulcânica, o Anel de Fogo, e que sua topografia irá se alterar completamente devido à atração do Polo Norte o que ocasionará o desaparecimento do Mar do Caribe e o Oceano Ártico.
  Como os pesquisadores chegaram a este conclusão? Os geólogos estudaram e analisaram o magnetismo de rochas antigas e determinaram suas localizações no planeta ao longo do tempo e assim, estudando seu comportamento, mediram também, como a camada abaixo da crosta terrestre influencia na mudança dos continentes.
O que são os supercontinentes?
São massas gigantes compostas por mais de um núcleo continental. O supercontinente mais conhecido, Pangeia, foi outrora único continente do mundo - foi nele que os dinossauros surgiram - e o progenitor de continentes de hoje.
O que é o modelo ortoversão?
  O modelo de ortoversão, defendido por Mitchell e seus colegas, se baseia no movimento dos continentes em que sua ponta ou extremidade se afunda. Quando a Pangeia se separou, sua extremidade foi empurrada para baixo na terra. Esta zona de subdução, que circunda o Oceano Pacífico, é conhecida como o Anel de Fogo, e é onde muitos dos maiores terremotos e erupções vulcânicas ocorrem. Isto sugere que os continentes modernos vão deslizar para o norte ou sul em torno do Anel de Fogo.
O estudo das rochas
Para observar como os componentes de supercontinentes mudaram, os cientistas analisaram o impacto que o campo magnético da Terra tem em rochas antigas. Minerais magnéticos em rochas derretidas podem atuar como bússolas, se alinhando com as linhas do campo magnético do planeta, uma orientação que fica congelada no lugar uma vez que a rocha se solidifica.
À espera da Amásia
Estas descobertas também podem ajudar os cientistas a entender melhor a história da vida neste planeta, por descobrir onde massas de terra eram e como os organismos podem ter dispersado. "Continentes, com registros fósseis similares provavelmente compartilham um ancestral evolutivo, mas realmente estabelecer uma ponte de terra justapondo os continentes é encontrar a arma fumegante", disse Mitchell ao LiveScience.
Quanto ao momento da Amasia se formar: “É difícil de responder, porque o ciclo do supercontinente não é tão regular como o ciclo sazonal. Mas podemos ter uma ideia da história da Terra - o ciclo está se acelerando de tal forma que o intervalo de recorrência entre supercontinentes sucessivos tornou-se menor. Sugerimos algo em torno de 50 a 200 milhões de anos”, finalizou Mitchell.
Fonte: Jornal Ciência.

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