quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cruz Vermelha doa combustível para manter hospitais funcionando em Gaza.


O CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) anunciou nesta quinta-feira (23/02) que foi obrigada a abastecer com 150 mil litros de diesel industrial os hospitais de Gaza para que as instalações não deixassem de funcionar. O território palestino sofre com a falta de combustível e outros produtos por conta do cerco imposto por Israel.
“O combustível ajudará 13 hospitais públicos a manterem os serviços de saúde essenciais pelos próximos 10 dias”, destacou o CICV por meio de um comunicado. Ainda de acordo com a organização, a falta de diesel industrial afeta serviços vitais à população de 500 mil pessoas da região, principalmente os hospitais.
Mulher recebe tratamento em hospital de Gaza; falta de combustível impede o funcionamento dos geradores que fornecem eletricidade
“Sem esse fornecimento, o tratamento de milhares de pacientes pode ficar interrompido e suas vidas estariam em perigo”, alertou o CICV. Atualmente, os hospitais da região dependem de geradores elétricos para funcionar durante 18 horas diárias.
Isso se dá por conta da interrupção do fornecimento do combustível à usina elétrica da Faixa de Gaza. O Comitê pediu que o Hamas, que governa a região, adote “as medidas necessárias para resolver o problema de escassez”.
O bloqueio imposto por Israel à entrada de produtos considerados essenciais à Faixa de Gaza impede que os hospitais da região funcionem com certa normalidade.
Além do combustível, no entanto, os moradores da região sofrem também com a falta de medicamentos, impedidos de entrar na Faixa de Gaza pelo governo israelense.
O CICV já havia advertido nos últimos anos que as reservas de medicamentos dos hospitais estavam muito baixas e poderia acabar caso os caminhões do Comitê fossem impedidos de entrar no território palestino.
Enquanto Israel afirma que o bloqueio à Faixa de Gaza é uma resposta a ataques perpetrados na fronteira do país, organizações que lutam pela defesa dos direitos humanos clamam para que o país suspenda as proibições, temendo por uma crise humanitária entre os palestinos.

Fonte: Opera Mundi.

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