segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Milhares de espanhóis vão às ruas para protestar contra reforma trabalhista.


Se em muitos países se comemora neste domingo (19/02) o Carnaval, na Espanha as ruas foram tomadas por centenas de milhares de manifestantes contrários à reforma trabalhista aprovada pelo governo de Mariano Rajoy.
Os protestos foram organizados pelos dois principais sindicatos do país: a CCOO e a UGT. As manifestações estavam marcadas para 57 cidades espanholas e, de acordo com informações divulgadas pelos organizadores dos protestos, as cidades de Madri e Barcelona, juntas, contaram com quase 1 milhão de manifestantes nas ruas.
Efe
Protestos contaram com as presenças de sindicatos do país
Os secretários gerais dos sindicatos, Ignacio Fernández Toxo e Cándido Méndez, afirmaram antes do início dos protestos que as manifestações não visavam a um confronto e sim a correção do conteúdo proposto pela reforma.
Apesar da presença de membros dos partidos PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) e IU (Esquerda Unida) nos protestos, os manifestantes fizeram questão de deixar claro que o movimento era apartidário.
Os manifestantes chegaram a questionar o ex-ministro do trabalho Valeriano Gómez, presente no protesto, sobre onde ele estava durante manifestações semelhantes que acontecem em 2010, quando o governo dos socialistas ainda vigorava.
Apesar de declarar que respeita os protestos, a vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaria, afirmou que as reformas são necessárias para “criar empregos e fazer com que haja crescimento econômico”.
Os manifestantes, no entanto, já declararam que irão continuar com os protestos até que as reformas sejam revistas. O lema da mobilização é “não à reforma trabalhista injusta com os trabalhadores, ineficaz para a economia e inútil para o emprego”.
Efe
Milhares de pessoas saíram às ruas de dezenas de cidades espanholas
Reforma
No último dia 10, o governo espanhol anunciou a aprovação da reforma trabalhista cuja meta seria flexibilizar o mercado e reduzir o alto índice de desemprego do país. A Espanha atualmente é o país da União Europeia com o maior número de desempregados.
A medida já entrou em vigor, mas ainda deverá ser aprovada no Parlamento espanhol. A oposição espanhola critica a reforma e afirma que seu único objetivo é “baratear as demissões”.
“Esta é uma reforma agressiva contra os direitos dos trabalhadores. Uma reforma feita para despedir e não é isso o que necessita a economia espanhola”, afirmou Jesus Caldera, secretário de Ideias e Programa do PSOE.
As novas determinações fazem com que o ato de demitir por justa causa seja mais fácil para as empresas. O funcionário será indenizado por apenas 20 dias por ano trabalho e no caso de demissões sem justa causa receberá uma mensalidade de auxílio de 24 meses em detrimento dos 42 meses de acordo com as normas vigentes até então.

Fonte: Opera Mundi.

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