segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sarkozy usa crise financeira em comício de campanha


O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse em um comício eleitoral no domingo que suas políticas salvaram a França da ruína econômica e que apenas ele tem a coragem de perseverar em reformas que vão fazer a nação emergir mais forte da turbulência financeira atual.
Foto: AP
Presidente francês Nicolas Sarkozy ajusta seu microfone antes de anunciar candidatura à reeleição em entrevista ao canal de TV TF1
Dirigindo-se a 7.000 simpatizantes na cidade portuária de Marselha, no segundo comício de sua campanha, Sarkozy acusou o socialista François Hollande de ser desonesto sobre os riscos que a França ainda enfrenta e de ser hesitante sobre seus planos políticos.
Sarkozy, de centro-direita, enfrenta um índice de desaprovação de 67-68 por cento e pesquisas de opinião que o colocam 12 pontos atrás de Hollande em um provável segundo turno em 6 de maio, onde a dupla deve se enfrentar após a primeira votação de 22 de abril.
"Evitamos uma catástrofe", disse Sarkozy, acrescentando que quem duvida de sua gestão da crise deve olhar para a situação econômica desastrosa da Itália, Espanha, Portugal e Grécia.
"A França não foi varrida pela crise de confiança que tem devastado tantos países. Nós não vimos o desespero e a violência que têm incendiado os países perto de nossas fronteiras", disse ele, em meio a aplausos.
"Se não forem entendidos a crise e os riscos que ela cria para nós, não só não podemos julgar o passado, mas não podemos imaginar, ou nos preparar para o futuro. Negar a crise não é só desonesto, é perigoso."
Sarkozy está apostando em sua experiência na administração da França durante a crise na zona do euro como a sua arma mais eficaz contra Hollande, um socialista popular na esquerda, mas que não tem experiência em um cargo ministerial.
Enquanto Sarkozy está prometendo reformas estruturais para ajudar a competitividade e estimular o crescimento e o número de empregos, o programa de Hollande é baseado no aumento de impostos para os mais ricos para financiar o investimento em empregos, ensino, pesquisa e programas sociais.
Os opositores de Hollande criticam a falta de clareza de seus planos, que prometem reverter a medida de Sarkozy que aumentou a idade de aposentadoria de 60 para 62 anos, e por apresentar um discurso pró-mercado para públicos anglo-saxões enquanto declara guerra contra o sistema financeiro em discurso na França.
Fonte: Último Segundo.

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