quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Suposto líder da Al-Qaeda é preso ao desembarcar no Egito


Foto: AP
Foto sem data divulgada pelo FBI mostra Saif Al-Adel, um dos terroristas mais procurados pelos EUA
Um homem egípcio tido pelos Estados Unidos como um dos principais líderes da rede Al-Qaeda foi preso nesta quarta-feira no Cairo, capital do Egito.
Mohammed Ibrahim Makkawi, conhecido como Saif Al-Adel, está na lista de terroristas mais procurados pelo FBI e o governo americano oferece US$ 5 milhões por informações que levem a sua captura.
O egípcio foi preso ao desembarcar no Cairo, vindo do Paquistão. Em entrevista no aeroporto, Makkawi negou qualquer envolvimento com a rede terrorista e disse estar sendo confundido.
Os EUA afirmam que Saif Al-Adel é o pseudônimo usado por Makkawi, mas no passado ex-militantes disseram que a identificação está incorreta e que os dois são pessoas diferentes. Os EUA ainda não comentaram a prisão.
Makkawi é acusado de participação nos ataques a embaixadas americanas no leste da África na década de 1990; de treinar os somalis que mataram 18 funcionários americanos na capital da Somália, Mogadishu, em 1993; e de dar instruções a alguns dos 11 sequestradores que participaram dos ataques de 11 de Setembro de 2001.
Ele também teria sido chefe de segurança de Osama bin Laden e chegado a assumir a liderança interina da Al-Qaeda após a morte do líder terrorrista, em maio do ano passado.
Makkawi tem 50 anos e é ex-tenente coronel do Exército egípcio. Ele viajou para o Afeganistão nos anos 1980 para lutar contra as forças soviéticas, que ocupavam o país, ao lado dos chamados mujahedin (soldados sagrados, em árabe). Em 1987 o Egito o acusou de tentar estabelecer no país um braço militar do grupo extremista islâmico Al-Jihad, e de tentar derrubar o governo.
Depois da invasão do Afeganistão pelos Estados Unidos, acredita-se que Adel tenha ido para o Irã com Saad Bin Laden, um dos filhos do ex-líder da Al-Qaeda. Eles teriam sido presos e mantidos sob vigilância da Guarda Revolucionária do Irã, mas o país jamais admitiu sua presença em seu solo. De acordo com informações do FBI, Adel teria sido solto e viajado para o norte do Paquistão.
Diversas cartas e comunicados pela internet trazendo o nome de Adel ou seus pseudônimos foram emitidos desde 2002, levando analistas a acreditar que ele ainda estava em contato com líderes da Al-Qaeda na região.
Fonte: Último Segundo.

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