sábado, 10 de março de 2012

Protesto contra Putin reúne milhares, mas menos que o esperado


Mais de 20 mil manifestantes saíram às ruas de Moscou neste sábado para protestar contra a vitória do primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, nas eleições presidenciais. Embora grande, o número de participantes foi bem menor que o de manifestações anteriores, sugerindo que o movimento da oposição pode estar perdendo força.
Foto: Reuters
Manifestantes protestam contra Putin no centro de Moscou, capital da Rússia
Protestos contra as eleições parlamentares de dezembro chegaram a reunir 100 mil manifestantes. Neste sábado, uma multidão bem menor, cercada por centenas de policiais e soldados, balançava bandeiras, carregava balões e gritava palavras de ordem como “Somos o poder” e “Rússia sem Putin”.
O protesto foi realizado de forma pacífica, mas cerca de 50 manifestantes foram detidos, incluindo um dos líderes da oposição, Sergei Udaltsov. Após o fim da manifestação, ele e dois seguidores tentaram continuar marchando perto da Praça Pushkin, o que não foi permitido pela polícia.
Telefonema de Obama - Apesar de denúncias de fraudes feitas por observadores internacionais, Putin foi declarado vencedor da eleição com 64% dos votos. Mas os manifestantes não reconheceram a legitimidade do resultado oficial.
Nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou a Putin para parabenizá-lo pela vitória nas eleições.
A ligação foi feita cinco dias depois da eleição, num sinal do tratamento mais frio dado ao premiê do que ao presidente que ele vai substituir, Dmitri Medvedev.
De acordo com a Casa Branca, Obama disse a Putin que as duas nações têm muito trabalho conjunto a fazer e destacou a cooperação em relação ao desarmamento nuclear, às sanções contra o Irã e na operação militar no Afeganistão.
Ainda segundo o governo americano, os dois líderes concordaram em continuar o diálogo sobre pontos de discordância, como a revolta popular na Síria. Enquanto o governo Obama é a favor de uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o regime do presidente Bashar Al-Assad, a Rússia vetou o texto duas vezes.

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