sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Agência da ONU alerta para derretimento recorde de gelo no mar Ártico.


A OMM (Organização Meteorológica Mundial), órgão ligado às Nações Unidas, alertou sobre um novo derretimento recorde de gelo no Mar Ártico. A agência também prevê que o ano de 2012 termine como um dos mais quentes já registrados desde 1850. Essas conclusões são resultado do Comunicado Provisório sobre o Estado Geral do Clima, divulgado nesta quarta-feira (28/11) durante a Conferência de Mudança Climática, que está sendo realizada em Doha, no Qatar.


De acordo com a agência, 2012 registrou um degelo 18% maior do que o ocorrido em 2007, o mais baixo registrado historicamente. Relatório do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) divulgou um relatório na terça-feira (27/11) em que aponta para a diminuição constante do pergelissolo, parte do solo que deveria estar permanentemente congelada no Ártico. As informações são da rádio ONU Brasil e do site Envolverde.



De acordo com Antônio Divino Moura, primeiro vice-presidente da agência, em entrevista à rádio ONU, foram derretidos quase 12 milhões de quilômetros quadrados de gelo no Mar Ártico entre março e setembro. “Isso é uma preocupação grande, mostra um sinal de aquecimento, um sinal de alerta, que deve preocupar bastante”.



Wikicommons
Ursos polares circundam submarino encalhado no Ártico



A agência também prevê que o ano de 2012 termine como um dos mais quentes já registrados desde 1850.



Pergelissolo



O degelo do pergelissolo pode ampliar o aquecimento global se as temperaturas continuarem subindo como o esperado, segundo o Pnuma. O pergelissolo cobre quase 25% do território do hemisfério norte e contém 1,7 mil gigatoneladas de carbono, o dobro do que existe atualmente na atmosfera.

O relatório do Pnuma chama a atenção justamente para o perigo das emissões de dióxido de carbono e de metano contidas nestas terras, serem liberadas por causa do degelo. Até agora, essas emissões não tinham sido incluídas nas previsões climáticas dos cientistas.Ele também recomenda uma análise especial do pergelissolo, a criação de uma rede de monitoramento e planos de adaptação para lidar com o impacto das emissões de carbono.


O diretor-executivo da agência, Achim Steiner, afirmou que o pergelissolo é uma das chaves do futuro do planeta porque contem matérias orgânicas congeladas. Segundo Steiner, se descongeladas e expelidas na atmosfera, essas matérias orgânicas podem aumentar o atual ritmo do aquecimento global.



Na conferência, centenas de representantes de governos, organizações internacionais e da sociedade civil estão reunidos para discutir maneiras de reduzir as emissões globais de carbono e o aquecimento global. As atualizações e valores finais do relatório de 2012 serão lançados em março.



Agênca Efe via Nasa
Imagem aérea mostrando o degelo do Mar Ártico



Temperatura



Apesar da influência de resfriamento causado pelo fenômeno climático La Niña no começo do ano, o período entre janeiro e outubro já é considerado o nono mais quente desde 1850, quando a série histórica de temperaturas começou a ser medida. A temperatura da superfície terrestre e dos oceanos foi 0,45° C acima da média global de 14,2° C. Segundo a OMM, o planeta vai enfrentar sérias consequências se o clima subir mais de 2° C além dessa média.



“A mudança climática está ocorrendo diante de nossos olhos, e continuará ocorrendo como resultado das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, que têm aumentado constantemente e alcançaram novamente novos recordes “, afirmou o Secretário-Geral da OMM, Michel Jarraud.



A entidade destaca também que vários eventos extremos foram observados em todo o mundo, nos primeiros dez meses do ano, entre eles a seca no Nordeste brasileiro, que enfrenta a pior seca dos últimos 50 anos. Além dela, ondas de calor atingiram a Europa e os Estados Unidos; enchentes afetaram a África Ocidental e a região do Sahel; neve e frio extremo atingiram partes da Europa e leste da Rússia, onde as temperaturas chegaram a -50° C. A atividade de ciclones tropicais causou 81 tempestades, sendo que algumas atingiram o status de furacão.
Fonte: Opera Mundi.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Palestina é reconhecida como Estado observador das Nações Unidas .


A Palestina foi reconhecida como Estado observador das Nações Unidas nesta quinta-feira, 29, após votação da Assembleia-Geral da ONU, por 138 votos contra nove. Outros 41 países se abstiveram e cinco não votaram. Até hoje, a Palestina era uma "entidade" observadora.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas recebeu muitos aplausos e pediu, durante seu discurso, que as Nações Unidas emitissem a "certidão de nascimento" à Palestina. No início de sua fala, Abbas citou os ataques israelenses em Gaza. "Há homens, mulheres e crianças mortos junto com seus sonhos. A Palestina vem hoje à Assembleia-Geral porque acredita na paz e nosso povo está desesperado por isso."
"Nós ouvimos e vocês ouviram as ameaças de Israel, principalmente nos últimos meses, em resposta ao nosso pedido de ser um Estado observador das Nações Unidas", disse Abbas, enfatizando não estar presente na votação da Assembleia-Geral para "complicar o processo de paz".
O presidente da Autoridade Palestina encerrou o discurso dizendo que continuará buscando a independência da Palestina. "É tempo de agir e de seguir em frente, é por isso que estamos aqui hoje...o mundo precisa dizer a Israel: chega de agressões, assentamentos e ocupações."
O embaixador de Israel Ron Prosor falou após Abbas e afirmou que o país não pode apoiar o pedido da Autoridade Palestina porque "nenhum dos elementos vitais para a paz está na resolução". Prosor voltou a falar que a paz só pode ser atingida com um acordo entre Israel e a Palestina e pediu que os países das Nações Unidas "não ajudem os palestinos hoje em sua marcha da insensatez."
Fonte: O Estadão.

Países
Entre os países favoráveis à decisão, estão Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul e os europeus França, Espanha, Suíça e Dinamarca.
Os EUA foram contra a mudança de status da Palestina. A embaixadora norte-americana, Susan Rice afirmou, após o resultado ser anunciado na Assembleia-Geral da ONU, que a votação "coloca novos obstáculos no caminho da paz."   Na quarta-feira 28, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, havia declarado que Washington não é contra os palestinos, mas que "a criação da Palestina deve ser feita por meio de negociações, não na Assembleia-Geral."  

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Crescimento do Brasil esse ano será entre os membros do BRICS.


Relatório divulgado hoje (27) pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) indica que a economia brasileira fechará o ano com um crescimento de, no máximo, 1,5%. É o menor percentual entre os países que compõem o bloco Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A maior previsão de crescimento é a da China, 7,5%. Depois vêm a Índia (4,4%), a Rússia (3,4%) e a África do Sul (2,6%).
Pelas projeções para o próximo ano e 2104, a China e a Índia continuarão na liderança, registrando crescimento superior a 6,5%. O Brasil, segundo as estimativas, deverá crescer 4% no ano que vem e 4,1% em 2014. As economias da Rússia e da África do Sul terão expansão de 3% a 4%. Detalhes sobre o estudo podem ser obtidos na página da OCDE.
No capítulo sobre o Brasil, a organização informa que a economia registra melhorias, mas abaixo da tendência geral de crescimento. Segundo o relatório, há indicadores de confiança e projeções de queda no desemprego. O estudo diz ainda que a inflação diminuiu e se estabilizou. Mas alerta sobre a necessidade de mais investimentos nas exportações.
Em relação à economia global, o relatório diz que a projeção é “uma recuperação hesitante e desigual”, nos próximos dois anos. A OCDE recomenda que as autoridades assumam uma “política decisiva” para combater os efeitos da crise econômica internacional e evitar riscos de recessão.
"A economia mundial está longe de estar fora de perigo", disse o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría. “Os governos devem agir decisivamente, usando todas as ferramentas à disposição para retomar a confiança e impulsionar o crescimento e a geração de emprego, nos Estados Unidos, na Europa e em outros lugares ", acrescentou ele.
O documento alerta sobre a fragilidade da economia norte-americana, enfraquecida pela recessão e sob efeito da crise global. Também informa que a geração de emprego no mundo está em baixa, registrando cerca de 50 milhões de pessoas desempregadas nos países pesquisados pela OCDE.
A orientação da entidade é para que as autoridades estimulem a abertura de vagas de trabalho. Para os pesquisadores, a tendência é que a crise na zona do euro (17 países que adotam a moeda única) deve permanecer, apesar das medidas de austeridade adotadas por vários governos da região.
Fonte: Último Segundo.

Eleições na Catalunha.


A Catalunha, região mais rica da Espanha, vai às urnas neste domingo (25/11) para decidir quem será o seu novo presidente. Apesar de ser uma das comunidades autônomas mais afetadas pela crise econômica atual, o debate eleitoral foi marcado pela polarização em torno da independência. O atual presidente e candidato à reeleição Artur Mas CiU (Convegência e União) colocou o tema no centro ao antecipar as eleições em mais de dois anos e defender abertamente a realização de uma consulta popular sobre a independência da Catalunha.
Efe (24/11/2012)
Artur Mas (segundo da direta à esquerda) durante encerramento da campanha às eleições regionais da Catalunha

Durante toda a campanha, Mas afirmou que o Estado central espanhol é o principal culpado pela crise catalã. O posicionamento adotado pelo líder do CiU deu início à uma troca de acusações e de críticas entre os políticos governistas catalães e os líderes do PP (Partido Popular), incluindo o presidente da Espanha, Mariano Rajoy.

“Espero que eu seja o último presidente da Generalitat da Catalunha (nome oficial do governo catalão), a quem o Estado espanhol tente destruir. Porque o próximo já não poderá tentar, porque já não dependerá do Estado espanhol”, afirmou Mas em tom confiante durante um comício em Barcelona.

Rajoy participou ativamente da campanha em uma tentativa de ajudar a candidata do PP na Catalunha, Alícia Sánchez-Camacho. Segundo as pesquisas eleitorais, o partido conservador deve ganhar até cinco assentos no Parlamento em relação às eleições de 2010 e se transformar na segunda força política da região.

“Ninguém vai tirar os catalães da Espanha ou da Europa”, insistiu Rajoy em um comício também em Barcelona dias antes da eleição. Apesar de ser abertamente contra a separação, o PP busca concentrar as críticas mais pesadas às ideias de Mas e não no movimento independentista, com medo de perder os votos dos catalães que não são a favor da secessão, mas que querem mais liberdades, principalmente financeira.

“O Governo regional está conseguindo um êxito extraordinário”, afirmou a Opera Mundi o cientista político Joan Botella, da Universidade Autônoma de Barcelona. Para ele, “apesar dos cortes sociais e econômicos muito importantes que aplicou nos últimos anos, provavelmente voltará a ganhar as eleições”.

Queda socialista

Segundo todas as pesquisas divulgadas durante a campanha eleitoral, o maior perdedor do pleito deste domingo deve ser o PSC (Partido Socialista da Catalunha). Historicamente, os socialistas sempre foram a segunda força política da região, chegando a governar a Catalunha após as eleições de 2003. Entretanto, segundos os institutos, a sigla deve perder entre 5 e 8 cadeiras no Parlamento em relação a 2010. Caso o resultado se confirme, este seria o terceiro pleito regional em 2012 com grande perda de votos para os socialistas, que obtiveram derrotas no País Basco e na Galícia.

“[PSC] aparece como um partido que está no meio do caminho em todas as questões políticas”, disse Botella. “Em termos econômicos e sociais, não estão a favor das políticas de cortes, mas também não podem se colocar completamente ao lado da greve geral. E em termos nacionalistas, não defendem nem o centralismo nem o independentismo. Esta posição intermediária é hoje um ponto fraco para o partido”, concluiu.

Outra prova da importância e da polarização da questão da independência é o avanço dos partidos menores que defendem com mais firmeza tanto a independência quanto a permanência da Catalunha no Estado espanhol. O ERC (Esquerda Republicana Catalã) pode chegar a encostar nos socialistas em número de votos e o Ciutadans (cidadãos, em catalão) deve dobrar o número de deputados.

Relatório fantasma

Além das discussões sobre nacionalismo, outro tema aqueceu a campanha eleitoral. O jornal El Mundo publicou em 16 de novembro um suposto informe policial que alegava a existência de contas na Suíça em nome do atual presidente catalão Artur Mas e do ex-presidente da região Jordi Puyol. Ainda segundo o diário, as contas estavam relacionadas ao desvio de dinheiro de um dos principais casos de corrupção envolvendo membros do CiU.

O líder do partido catalão negou seu envolvimento no caso de corrupção e acusou o PP de estar envolvido na denúncia. "O presidente do governo espanhol não é alheio a tudo o que está passando, todos estão envolvidos em tentar mudar a vontade do povo catalão. É a estratégia do PP”, afirmou o atual presidente da Catalunha.

O Ministério do Interior abriu uma investigação interna para descobrir a veracidade das informações e quem havia vazado o documento para o jornal. Entretanto, após o procedimento, o Ministério informou que não pode localizar o relatório e que por isso não poderia comprovar se o conteúdo publicado pelo El Mundo era verdadeiro.

Mais de 5 milhões de eleitores devem ir às urnas. Um total de 5.413.769 catalães, dos quais 156.517 residem no exterior, têm direito a voto nestas eleições regionais, quando serão escolhidos os 135 deputados que formam o Parlamento. Os eleitores poderão escolher entre 62 candidaturas em quatro círculos eleitorais, que são as províncias de Barcelona, Gerona, Lérida e Tarragona
Fonte: Opera Mundi.

Pobreza na América Latina.


O número de pessoas pobres na América Latina diminuiu de 176 milhões, em 2010, para 168 milhões em 2011, o equivalente a 29,4% do total de sua população, informou nesta terça-feira (27/11) a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe).

WikiCommons

Para este ano, a expectativa é que o índice diminua mais e chegue a 167 milhões de pessoas, o que representaria 28,8% da população.

A concentração da riqueza continua a ser a principal características da América Latina, a região mais desigual do mundo. Os 10% dos latino-americanos mais ricos concentram 32% da renda, enquanto os 40% dos mais pobres recebem apenas 15% da riqueza.

Embora os números mostrem grande disparidade, a secretária-executiva da CEPAL em Santiago, Alicia Bárcena, comemora ao afirmar que a região alcança os mais baixos níveis de pobreza dos últimos 30 anos.

Em 2002, a América Latina tinha 43,9% da sua população formada por pobres (225 milhões de latinoamericanos) e outros 19,3% de indigentes (99 milhões de pessoas). Na década de 90, as cifras eram ainda mais altas: com 48,4% de pobres (204 milhões) e 22,6% de indigentes (95 milhões).

“Na história da pobreza na região, vemos que alcançamos os níveis mais baixos das últimas três décadas. Dos 12 países analisados que tinham informações disponíveis de 2011, há nove com queda na pobreza e indigência: Paraguai, Equador, Peru, Colômbia, Brasil, Uruguai, Panamá e Chile."

Infantilização da pobreza

Segundo a CEPAL, a pobreza afeta de maneira diferenciada as mulheres e o jovens da região. O número de lares pobres chefiados por mulheres aumentou de 19%, em 2009, para 28% em 2011.

“Há um incremento de mulheres que hoje lideram os lares e há, ao mesmo tempo, a discriminação por sexo e os salários ainda são menores no mercado de trabalho para o sexo feminino”, destacou Bárcena.

A taxa de indigentes com menos de 18 anos soma 51%, já crianças e adolescentes pobres são 45%. Os índices acompanham os baixos de níveis de educação, de acordo com Alicia Bárcena.

Fabíola Ortiz/Opera Mundi
Relatório da Cepal desta terça-feira indica nova queda nos números de pobreza na América Latina.

A metade dos adultos em situação de indigência  não chegou a completar o ensino fundamental. Outros 45% das pessoas de 25 a 65 anos e que são pobres ou estão em situação de vulnerabilidade não completaram o ensino médio. Apenas  3% dos pobres e vulneráveis completaram a educação superior.

“A pobreza tem um rosto infantil na América Latina. Este é o tema mais delicado. A maior concentração de pobres está entre os que têm até 17 anos. Um dos grandes alertas é a gravidez que ocorre na adolescência e nas camadas mais pobres”, discutiu a secretária-executiva da CEPAL ao defender a ênfase na formulação de políticas públicas voltadas para erradicar a pobreza infantil, como a universalização da educação e o acesso à saúde.

Segundo Bárcena, o desafio é sustentar a tendência de queda da pobreza na América Latina e combinar as taxas elevadas de crescimento econômico da região a longo prazo com “sistemas de garantia sociais mais robustos”.

Fonte:Opera Mundi.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Guerra Fria do Século XXI.




Texto um pouco antigo, porém de recomendada leitura, escrito por José Luis Robaina García


Nos próximos anos, os Estados Unidos vão enviar 60% de sua marinha de guerra para as proximidades da China, como parte de uma estratégia maior, dirigida a tentar frear a meteórica ascensão chinesa e, ao mesmo tempo, reafirmar sua hegemonia regional e global, numa sorte de nova guerra fria.

O plano foi revelado pelo secretário da Defesa, León Panetta, em Cingapura, na primeira concretização da decisão presidencial anunciada por Barack Obama, no sentido de reajustar as prioridades estratégicas dos Estados Unidos para o futuro imediato que, a partir de agora, segundo precisou, estarão centradas na região Ásia-Pacífico.

Segundo revelou Panetta, para a zona serão enviados seis porta-aviões, um número indeterminado de submarinos nucleares adicionais, novos bombardeiros estratégicos, meios anti-submarinos e de guerra eletrônica e a maioria dos navios de superfície disponíveis.

Como parte do plano, também continuarão reforçando os acordos de cooperação existentes com o Japão, Coreia do Sul, Filipinas, Cingapura, Austrália e outros estados da região, incluindos exercícios conjuntos e patrulhamento do vasto território.

Neste contexto, também se devem incluir os acordos de cooperação militar, assinados recentemente pelos Estados Unidos e a OTAN, separadamente, com a Nova Zelândia e a negociação de Washington com as Filipinas, para restabelecer as bases militares norte-americanas que existiram nesse país, até há alguns anos.
Um elo importante deste reajuste é o envio, desde o mês de abril, do primeiro contingente de fuzileiros para a base Robertson, em Darwin, ao norte da Austrália, isto é, as chamadas forças de intervenção rápida, para operarem na Oceania e no oceano Índico.

Sabe-se, além do mais, que os Estados Unidos e Austrália negociam o estabelecimento de uma base naval conjunta no atol Cocos, a 2 mil milhas do continente austral, mas muito perto do estreito de Malaca, por onde transita 80% do petróleo que a China importa do Oriente Médio e da África e dos estreitos indonésios de Sunda e Lombok, as vias mais rápidas de enlace do sudeste asiático com o oceano Índico.

Entretanto, continua o programa de aumento do orçamento, de mais de US$ 15 bilhões, para a construção de novas facilidades para porta-aviões nucleares e bombardeiros estratégicos na ilha Guam, colônia virtual norte-americana e uma das portas do sudeste asiático.

Nesta carreira demencial para cercar a China há que incluir os acordos assinados pelos EUA com o Afeganistão, pais vizinho do gigante asiático, com o intuito de manter a presença militar estadunidense nesse lugar, por longo tempo.

Tudo isto se acrescenta ao enorme dispositivo bélico que os EUA mantêm na Ásia e nos oceanos Pacífico e Índico, integrado por mais de 300 mil soldados situados em dezenas de bases militares no Japão, Coreia do Sul, Austrália, Guam, a Sétima Frota, com sede no Havaí, a maior de todas, e na ilha de Diego García, no oceano Índico.

Este descomunal desdobramento, com abundante armamento nuclear, é presidido pelo lema, revelado pela secretária de Estado Hillary Clinton, num artigo publicado na revista Foreing Policy, em novembro passado, chamou a consolidar o que chamou o “século americano do Pacífico”, espécie de outra doutrina Monroe para a zona.

Outros exemplos destas tentativas hegemônicas são as constantes referências ao suposto perigo da China e a declaração do Mar do Sul da China, a dezenas de milhares de quilômetros dos Estados Unidos, como área de interesse estratégico vital para Washington.

A irracionalidade de todos os pontos de vista de tentar conter, frear e cercar um país das dimensões e poderio da China é fácil de apreciar e somente tem uma magnitude comparável às tentativas norte-americanas de tolher a tendência à multipolaridade que abrange outros muitos Estados atores e que se vem afiançando, aos poucos, no planeta.

Este reajuste não significa, logicamente, que os Estados Unidos abram mão de suas pretensões intervencionistas noutras zonas do planeta, como evidenciam suas constantes ameaças de agressão ao Irã e à Síria, a instalação de sistemas de mísseis nas proximidades da Rússia, a criação de uma dezena de bases aéreas na África e a ativação da Terceira Frota para a América Latina e o Caribe, entre outras ações.

Além dos objetivos políticos óbvios nestas situações, é preciso considerar os suculentos benefícios que estes planos armamentistas representam para o complexo militar industrial dos Estados Unidos, um dos fundamentos do sistema norte-americano.

Como se evidencia na revolta independentista imperante na América Latina, o mundo está farto do domínio estadunidense, empenhado em comportar-se como se fosse o império romano contemporâneo, quando realmente, embora continue sendo a única superpotência do mundo, especialmente em termos militares e tecnológicos, é uma economia e poder declinantes em perspectiva estratégica.

Simplesmente, o dono do planeta procura o impossível e muito pelo contrário colhe tempestades e ódio por toda a parte, como demonstram os resultados de suas atrocidades no Iraque e no Afeganistão.

Ninguém esquece no mundo, e muito menos na Ásia e em nosso continente, o que o suposto campeão da democracia e dos direitos humanos fez em Hiroshima e Nagasaki, Coreia e Vietnã e seu apoio a todas as ditaduras sanguinárias que enlutaram a América Latina, durante séculos.

Em resumo, os EUA estão embarcando numa batalha perdida de antemão, porque ninguém é dono do mundo.

Entenda o funcionamento de uma Usina Nuclear.

Após o terremoto seguido de tsunami que atingiu a costa nordeste do Japão na última sexta-feira, o país enfrenta a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial, segundo o premiê Naoto Kan. Além de deixar mais de mil mortos, o terremoto causou problemas em pelo menos três usinas nucleares. O caso mais grave é o da usina Fukushima 1, operada pela Tokyo Electric Power Company, que tenta resolver um vazamento de radiação ativo desde o terremoto. Para evitar que a população se contamine, apesar de a quantidade de radiação liberada ser "minima", o governo retirou os moradores que vivem em um raio de 20 km em torno da usina Fukushima 1. 

O terremoto não causou danos diretos às usinas nucleares japonesas. Como elas estão em uma região suscetível a terremotos, já foram construídas de acordo com os parâmetros internacionais de segurança. O reator nuclear fica dentro de uma cápsula de aço, onde recebe água que, aquecida a altas temperaturas, gera vapor e produz a energia elétrica. O conjunto de equipamentos que alimentam o reator também fica dentro de um prédio com paredes de concreto de até um metro de espessura. Segundo especialistas, essas usinas são preparadas para suportar até mesmo quedas de avião.

Contudo, as redes de transmissão de energia elétrica do Japão não são à prova de desastres naturais. Com os tremores, algumas delas interromperam o fornecimento e diversas cidades ficaram sem energia elétrica. A maior parte das usinas já é antiga e utiliza um sistema de bombeamento elétrico à água para alimentar o reator, mas também para resfriá-lo. Com o blecaute de energia causado pelo terremoto, o sistema parou de funcionar, conforme mostra o infográfico: o reator superaqueceu e liberou vapor, aumentando a pressão dentro da cápsula. Com isso, o reator começou a fundir, o que elevou os níveis de radiação em mil vezes. “O urânio começou a virar gás e uma parte dele vazou”, disse o físico José Goldemberg, especialistas em produção de energia, ao iG.
Usinas nucleares mais modernas utilizam um sistema de bombeamento de água diferente das usinas afetadas pela falta de energia elétrica. Elas possuem um sistema redundante que, em caso de falta de energia, utiliza a força da gravidade para fazer a água circular pelo reator e pelo sistema de resfriamento. Sem esta alternativa, funcionários das operadoras das usinas nucleares japonesas afetadas pelo problema, injetam uma solução de água do mar, além de ácido bórico, dentro dos reatores, para tentar resfriar o sistema e parar o processo de fusão do reator. O processo pode levar alguns dias para gerar os primeiros resultados.
Novas estratégias de segurança
De acordo com a BBC, além dos problemas nas redes de transmissão de energia, alguns especialistas apontam que o próprio sistema de segurança contra terremotos pode ter prejudicado algumas usinas. Quando uma usina nuclear é atingida por um terremoto, um dispositivo de segurança desliga todas as suas fontes de energia, para prevenir curto-circuitos. As usinas nucleares concentram grande quantidade de urânio (entre 200 e 300 kg) e, por isso, uma explosão causaria a liberação de grande quantidade de material radioativo.
Durante um protesto contra usinas nucleares realizado ontem (12) na Alemanha, o ministro do meio ambiente do país, Norbert Roettgen, afirmou que os padrões e dispositivos de segurança em usinas nucleares devem ser revistos após o acidente em Fukushima 1. “Isso aconteceu em um país com padrões de segurança muitos altos. A questão de como podemos nos proteger contra esses perigos está em aberto novamente e precisamos tratar dela”, disse Roettgen à BBC.
Fonte: Último Segundo.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Jerusalém Oriental e Tel Aviv: duas visões sobre o mesmo conflito.


Enquanto segue a ofensiva israelense lançada contra Gaza e centenas de foguetes caem em ambos os lados todos os dias, os árabes de Jerusalém Oriental e os habitantes de Tel Aviv (onde soaram as sirenes de emergência pela primeira vez desde a Guerra do Golfo) têm opiniões muito diferentes sobre a operação batizada de Pilar Defensivo.
Efe (16/11/2012)
Palestino se manifesta em uma rua próxima da emblemática Porta de Damasco da Cidade Velha de Jerusalém.

Para os moradores de Jerusalém Oriental, que vivem na parte da cidade que a ANP (Autoridade Nacional Palestina) espera transformar em capital de um futuro Estado Palestino, os ataques israelenses são a conitnuação dos crimes da ocupação. Nesse pedaço da cidade sagrada moram principalmente árabes, muitos deles cidadãos israelenses e tantos outros apenas residentes permanentes, que possuem uma visão muito clara sobre a recente escalada da violência as contínuas explosões de foguetes.

“Não matam militares, nem destroem alvos militares: matam crianças, danificam casas, implodem edifícios, enfim, explodem tudo”, comentou ao Opera Mundi Aasem, um vendedor de livros da popular rua Salah al Deen. “É um crime de guerra, Israel está matando civis e, de acordo com a lei internacional, isso constitui um crime”, acrescentou Aasem, visivelmente irritado.

Embora a maior parte dos moradores dessa cidade três vezes santa prossiga a vida sem se preocupar com a queda de mais foguetes, basta mencionar a recente ofensiva para aquecer os ânimos. Outros também concordam com a opinião de Aasem e a grande maioria não consegue esconder a irritação ao comentar a situação.

“Eu sou palestino, e esse é o meu povo, estão matando meu povo. Ontem Israel matou onze membros de uma mesma família, incluindo crianças. Os aviões de Israel estão matando civis e o sangue não está nas mãos dos palestinos, mas sim nas mãos dos líderes israelenses”, afirmou Ashraf, de 29 anos, que estava a caminho do trabalho.

Os habitantes de Jerusalém Oriental garantem também que não têm qualquer medo dos foguetes lançados da Faixa de Gaza, como, por exemplo, o que caiu muito próximo de Jerusalém na última sexta-feira (16/11). “Aqui as sirenes apenas dispararam, mas não nos importamos com isso”, disse Ashraf. “Nós agradecemos quaisquer foguetes que danifiquem a ocupação israelense. Que caia em Jerusalén, Tel Aviv, Ramala, não nos importamos, porque essa é uma luta contra a ocupação”.

A falta de abrigos antibomba nessa parte da cidade não é uma questão para eles. “Se não nos deixam construir nem mesmo casas, como é que vão deixar construir abrigos?’, ri Omar, outro morador da região, enquanto toma um café em uma rua próxima da emblemática Porta de Damasco da Cidade Velha de Jerusalém. “Quando soaram os alarmes, nada mudou. Todos olharam para cima e continuaram o que estavam fazendo como se nada estivesse ocorrendo. Aqui essas coisas não nos preocupam tanto como no lado ocidental.”

Tel Aviv

Por outro lado, com mais de 1300 foguetes lançados contra Israel desde a última quarta-feira (14/11), a maioria dos cidadãos judeus de Israel apoiam incondicionalmente a ofensiva contra Gaza. Em Tel Aviv,  cidade que a maioria em Israel chama de “a bolha” por ter sido o alvo do conflito durante anos, também soaram as sirenes pela primeira vez em mais de 20 anos.

Efe (16/11/2012)
Israelenses aproveitam um dia de sol em Tel Aviv momentos antes de alarme contra foguetes ser acionado .

“Quando escutei o alarme não me assustei tanto. Simplesmente fiz o que pediam na televisão e no rádio. Sentei no chão como todos, porque estava na rua. Estou totalmente de acordo com a ofensiva. O que está ocorrendo no sul é intolerável, com mísseis caindo um dia sim, um dia não, e deixando um milhão de pessoas assustadas. Qualquer outro país do mundo faria o mesmo”, comentou Michael T., um estudante de Tel Aviv.

A diferença entre os residentes de Jerusalém Oriental e os de Tel Aviv é que estes possuem abrigos antibomba a disposição. Mais além, a maioria das casas de construção mais recente vem equipadas com reforços em caso de ataque. “Eu estava na rua quando soou a última sirene e andava com minha neta”, contou Carmela, uma moradora de Tel Aviv que passeava com sua neta pela Praça de Yitzak Rabin, o emblemático político israelense assassinado por um extremista judeu de direita justamente por tentar alcançar a paz com os palestinos.

“Pelo menos chegamos a tempo em um refúgio de um centro comercial, porque os alarmes disparam 45 segundos antes da explosão. Como estava com a criança, fiquei com muito medo. Agora, quando saio com ela, sempre calculo mentalmente o quão distante estou do abrigo mais próximo”, disse. Carmela, que apesar de seu nome não tem origens espanholas ou latinas, lamenta a perda de vidas em Gaza, mas apoia incondicionalmente a atuação do governo israelense na Faixa de Gaza.

“Eu não quero que ninguém seja ferido em nenhum lugar, e lamento profundamente as vítimas, mas é que aqueles que vivem no sul [em Israel] não têm vida, estão sempre com medo e muitas vezes têm que procurar abrigo no meio da noite. A verdade é que o governo fez o que tinha de ser feito”, concluiu.
Fonte: Opera Mundi.

domingo, 18 de novembro de 2012

Especial Oriente Médio: Faixa de Gaza.


Faixa de Gaza é um território no Oriente Médio com baixo desenvolvimento, é um dos lugares mais conturbados do mundo por causa das presentes disputas.
O território designado como Faixa de Gaza foi dominado durante séculos pelo Império Otomano. A posse da região só mudou de dono com o término da Primeira Grande Guerra Mundial, quando os britânicos passaram a ter o controle do local. Após o término da Segunda Grande Guerra Mundial  a situação ficou mais tensa no Oriente Médio e foi criado o Estado de Israel. Os conflitos que se ligam à criação e à existência deste fizeram com que a região de Gaza recebesse milhares de refugiados palestinos que foram expulsos de Israel.

O termo “Faixa de Gaza” tem origem na Antiguidade, o nome é uma referência à principal cidade da região, Gaza. O local é situado no Oriente Médio e faz fronteiro com o Egito, ao sul, com Israel, ao norte e leste, e banhado pelo Mar Mediterrâneo. Com aproximadamente 41 Km de extensão, a Faixa de Gaza apresenta largura que varia entre os 6 e 12 Km, totalizando 360 Km². O território foi dividido em cinco partes: Rafah, Khan Yunis, Dayr AL-Balah, Cidade de Gazae Norte de Gaza. É uma região árida de clima temperado, marcada por ser plana, tendo como maior altitude 105 m.
A região apresenta precárias condições de vida, não há infra-estrutura adequada e consequentemente a economia é extremamente debilitada. Apenas 13% das terras da Faixa de Gaza são aráveis. Mesmo sem oferecer condições, a Faixa de Gaza é um dos territórios mais densamente povoados da Terra, conta com 1,4 milhões de habitantes no pequeno território referido anteriormente. Sua população é extremamente marcada pela religião islâmica, sendo mais de 99% dos habitantes fiéis muçulmanos. Entre estes se destaca ainda a soberania dos muçulmanos sunitas. O restante da população professa a fé cristã, mas não soma sequer 1% dos habitantes. A língua mais falada na Faixa de Gaza é o árabe, seguida pelo hebraico.
O território da Faixa de Gaza é extremamente conflituoso, é disputado e ocupado militarmente por outros países. Há um constante clima de tensão na região por causa de correntes conflitos. A região não é oficialmente reconhecida como parte integrante de algum país soberano, a Faixa de Gaza é toda cercada por muralhas nas divisas com Israel e com o Egito. A Autoridade Nacional Palestina, contudo, reivindica a região como território pertencente aos palestinos.
A inconsistência sobre quem é o verdadeiro dono do território da Faixa de Gaza gerou vários conflitos no local. Além disso, fazem parte do conflito as características religiosas dos habitantes do local, os quais se chocam principalmente com os israelenses. Israel, por sinal, ocupou militarmente a região entre junho de 1967 e agosto de 2005. Hoje ainda, Israel é o responsável pelo controle do espaço aéreo e do acesso marítimo à Faixa de Gaza.
No ano de 2007, em junho, um confronto armado envolvendo o Fatah e o Hamas transferiu o controle da Faixa de Gaza para o Hamas.
Fonte: Infoescola.

Especial Oriente Médio: Primeira e Segunda Intifada.


Intifada é o termo que representa a insurreição dos palestinos contra os abusos promovidos pelos israelenses.
Originalmente, a palavra árabe “intifada” tem um significado geral de revolta. O termo pode ser utilizado para exemplificar, então, qualquer tipo de revolta de um grupo contra outro de atitudes opressoras. Entretanto o termo ganhou destaque e especial atribuição aos movimentos de resistência promovidos pelos palestinos contra a política de Israel que é apoiada pelos Estados Unidos. Mas além da mais famosa Intifada, o termo já foi usado para designar, por exemplo, três outros momentos: o levante dos clérigos xiitas contra a ocupação americana no Iraque, em 2003; por ocasião do domínio de Marrocos na região do governo exilado do Saara Ocidental, em 2005; e no protesto e expulsão das tropas sírias do Líbano, também em 2005.
O povo palestino é representado pela Autoridade Nacional Palestina e ocupa os territórios da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, regiões teoricamente de propriedade dos palestinos. Isso porque a Faixa de Gaza, por exemplo, é considerado um território sem a soberania oficial de um Estado. De toda forma, os palestinos constituem um povo, com características culturais próprias e soberanas, como tal necessitam de um território que dê conta de suas especificidades.
O Estado de Israel desenvolve uma política opressora nos territórios de ocupação palestina, suas ações são apoiadas pelos Estados Unidos. Os israelenses forçam os palestinos a consumirem seus produtos, restringem os direitos de ir e vir, censuram e impedem outros tipos de liberdade da comunidade palestina. Por esses motivos, os palestinos se revoltam em defesa de seus direitos e da liberdade de sua cultura no Oriente.
Yasser Arafat
A Intifada surgiu como movimento palestino no ano de 1987 quando, a partir do dia 9 de dezembro, surgiram os levantes espontâneos da população palestina contra os militares israelenses. A comunidade palestina, saturada pela opressão, combateu os militares de Israel fazendo uso apenas de paus e pedras, tal movimento caracterizou a chamada Primeira Intifada.
Ariel Sharon
Mas a Primeira Intifada não colocou fim ao conflito israelo-palestino, pelo contrário, serviu para intensificar a tensão na região e aumentar a instabilidade do local. Em alguns momentos a comunidade internacional tentou interferir para promover a paz na região, entretanto os envolvidos não chegaram a um acordo definitivo. Um dos momentos de tentativa de conciliação aconteceu quando o tradicional líder palestino Yasser Arafat recusou a proposta de paz de Israel. Nesta ocasião teve início a chamada Segunda Intifada, quando o líder israelense Ariel Sharon caminhou pela Esplanada das Mesquitas e pelo Monte do Templo, ambos locais sagrados para judeus e muçulmanos. No dia 29 de setembro de 2000 os palestinos eclodiram uma nova insurreição.
A pacificação da região é muito complicada, a comunidade internacional reconhece alguma opressão de Israel nas regiões de presença palestina, mas por outro lado o país mais poderoso do ocidente capitalista, Estados Unidos, apóia as atitudes dos israelenses. Não se trata, também, apenas de uma pacificação do local resolvida por uma conciliação que encerre as manifestações de opressão, há interesses políticos, econômicos e religiosos que incendeiam a região. Nenhum dos lados tem interesse em ceder o controle sobre alguma dessas instâncias, o que acirra o conflito de interesses no local.
Grupos armados e terroristas se formaram dos dois lados para defender causas religiosas – em primeiro lugar – econômicas e políticas. O confronto entre israelenses e palestinos se intensificou e de forma mais bárbara. Em 2008, no dia 27 de dezembro, Khalid Meshal, o líder do Hamas, grupo armado por parte dos palestinos, convocou os palestinos para uma nova Intifada. As ações do Hamas, entretanto, são baseadas geralmente em ataques suicidas.
Fontes:
http://www.intifada.com/

sábado, 17 de novembro de 2012

Mais um ataque à Gaza.


Já no quarto dia de troca de agressões na Faixa de Gaza, Israel deflagrou mais um bombardeio contra o território palestino e destruiu a sede local do grupo de resistência Hamas. O gabinete do primeiro-ministro Ismail Haniya, que naquele mesmo dia havia recepcionado o premiê egípcio Hisham Kandil, também foi atingido.
Desde a última quarta-feira (14/11), em que o líder militar do Hamas, Ahmed Jabari, foi morto como parte da operação “Pilar Defensivo”, já foram registrados 38 mortos do lado palestino (incluindo sete crianças) e três do israelense. O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não descarta uma invasão terrestre e já pediu a mobilização de 75 mil oficiais da reserva de suas forças armadas.
Na sexta-feira (16/11), militantes de Gaza dispararam foguetes contra grandes centros de Israel, como Tel Aviv e Jerusalém. A resposta veio com uma série de explosões na Cidade de Gaza durante a madrugada deste sábado (17/11). Um dos alvos da Força Aérea israelense era a casa de um dos líderes do Hamas, que está na porção norte do município.
Correspondentes da emissora britânica BBC trabalhando no local relatam cenas de famílias recolhendo o que podem de suas casas para fugir dos bombardeios e buscar abrigo.
Em nota, o governo israelense voltou a alegar que não está matando inocentes, e que seus alvos são “bases de lançamento de foguetes, armazéns e túneis de tráfico na fronteira com o Egito”. Segundo o porta-voz do Exército israelense, Avital Leibovich, cerca de 200 alvos teriam sido destruídos ao longo da noite deste sábado (17/11), incluindo 120 lançadores de foguetes.
Fonte: Opera Mundi.

História dos combustíveis fósseis.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Zona do Euro entra oficialmente em recessão.


É oficial: a Zona do Euro está em recessão, pela segunda vez em três anos, ao registrar uma queda do PIB (Produto Interno Bruto) de 0,1% no terceiro trimestre deste ano, segundo os dados publicados nesta quinta-feira (15/11) pelo escritório de estatísticas europeu, que também confirmou recessão na Espanha. No país, o PIB retraiu 0,3% no terceiro trimestre.

"Durante o terceiro trimestre do ano, o PIB caiu 0,1% na Eurozona", indicou a estimativa do Eurostat. Os técnicos definem uma recessão quando são registrados dois trimestres consecutivos de contração da atividade econômica. Os dados que mostram queda no PIB da zona do Euro e da Espanha se referem à comparação com o segundo trimestre de 2012.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 0,2% em outubro ante setembro e avançou 2,5% na comparação com outubro de 2011, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela agência oficial de estatísticas da zona do euro, a Eurostat.

Em setembro, o CPI do bloco de 17 países europeus registrou alta anual de 2,6%. O Banco Central Europeu (BCE) tem meta de inflação anual de menos de 2,0% e prevê que a taxa desacelerará para este nível ao longo de 2013.

Países em crise

Na Espanha, quarta economia da união monetária, o PIB registrou uma queda de -0,3%, segundo a Eurostat, coincidindo com os números divulgados nesta quinta-feira pelo INE (Instituto Nacional de Estatísticas) espanhol. Em ritmo interanual, a contração do PIB da Eurozona foi de 0,4%, indicou a Eurostat.

A economia da Itália teve uma contração bem menor do que se esperava no terceiro trimestre, recuando 0,2% em relação ao trimestre anterior, segundo dados divulgados hoje pelo instituto nacional de estatísticas Istat. O número preliminar, ajustado por fatores sazonais e pelo número de dias úteis, veio consideravelmente melhor do que a queda de 0,5% prevista por 16 economistas consultados pela Dow Jones.

Na comparação anual, o PIB italiano encolheu 2,4% no terceiro trimestre, informou o Istat. Economistas previam um declínio anual maior, de 2,8%. O Istat também revisou o dado do PIB para o segundo trimestre ante o trimestre anterior, para queda de 0,7%, de uma contração anteriormente estimada em 0,8%.

Alemanha desacelera

A Alemanha registrou desaceleração do crescimento econômico no terceiro trimestre, segundo o escritório federal de estatísticas. O PIB da maior economia da Europa teve expansão de 0,2% entre julho e setembro ante o segundo trimestre, em linha com as expectativas, mas abaixo das taxas registradas nos trimestres anteriores.

A Alemanha cresceu a um ritmo de 0,3% no trimestre até junho e 0,5% nos três meses até março. Os dados são ajustados pela inflação e consideram efeitos sazonais e de calendário. Na comparação anual, o PIB alemão teve alta de 0,9% no terceiro trimestre, em termos ajustados pelo calendário, vindo ligeiramente acima da previsão dos analistas, de acréscimo de 0,8%. No mês passado, o governo alemão reduziu sua projeção de crescimento para 2013 a 1%, de 1,6% anteriormente.

Para este ano, a Alemanha elevou sua previsão de expansão do PIB para 0,8%, de 0,7% antes. Informações mais detalhadas sobre o PIB da Alemanha no terceiro trimestre serão divulgadas no próximo dia 23.

Fonte: Opera Mundi.