quinta-feira, 13 de junho de 2013

Japão anuncia pacote de ajuda de US$ 31,8 bilhões à África.

Toru Yamanaka/AFP
Japão
Primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe (último à esquerda, na frente), posa com lideranças de nações africanas durante conferência sobre o continente em Yokohama, Tóquio (Japão)


O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou no sábado (1°) a aprovação de um pacote de ajuda econômica à África no valor de aproximadamente US$ 31,8 bilhões (cerca de R$ 68 bilhões), que o país asiático distribuirá ao longo dos próximos cinco anos.



Durante a quinta edição da Conferência Internacional para o Desenvolvimento da África (TICAD), que ocorre até a próxima segunda-feira (3) em Yokohama, no sul de Tóquio, Abe ressaltou que a ajuda mostra a "verdadeira associação" da terceira economia do mundo com o continente, com o qual espera ter "um futuro brilhante".


O Ticad (Tokyo International Conference on African Development), que contou com representantes e líderes de aproximadamente 50 países africanos e apoio de organizações como as Nações Unidas e o Banco Mundial, é realizado a cada cinco anos no Japão com o objetivo de analisar o crescimento da África e fomentar o diálogo e o investimento no continente.

O pacote de ajuda de capital misto aprovado hoje pelo Japão inclui uma verba de US$ 6,4 bilhões (cerca de R$ 13,7 bilhões) destinados para construção de infraestrutura, tanto na melhoria de seus recursos energéticos como na ampliação da rede de comunicações.

No campo do desenvolvimento humano, o primeiro-ministro do Japão apresentou o programa ABE (African Business Education Initiative for Youth), o qual pretende ajudar mil jovens africanos a cursar seus estudos universitários e, posteriormente, oferecer-lhes oportunidades de trabalho em empresas japonesas.

Neste sentido, espera-se que a conferência internacional, inaugurada em 1993, sirva para que a África, do que se estima um crescimento robusto nos próximos anos, passe de um receptor de ajuda para um possível parceiro econômico do Japão.

Fonte: Efe e Portal Vermelho.

Eleições no Irã.

Cerca de 50,5 milhões de eleitores iranianos estarão aptos a votar no próximo dia 14 para escolher o novo presidente, que sucederá Mahmoud Ahmadinejad. As eleições presidenciais no Irã envolvem oito candidatos. Os concorrentes tiveram os nomes submetidos ao Conselho de Clérigos (religiosos) do país, que reduziu o número de candidatos de 700 para oito.



No Irã, o presidente é a mais elevada autoridade estatal ao lado do líder supremo, que é um religioso. As principais decisões e nomeações envolvem ambos, mas muitas vezes divergem.

Ahmadinejad, que venceu as eleições em 2005 e em 2009, não pode se candidatar a mais uma reeleição porque a Constituição iraniana proíbe.

De acordo com analistas políticos, o favorito nas eleições presidenciais é Said Jalili, atual secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e principal negociador internacional para temas nucleares. Também estão entre os candidatos com chances Mohsen Rezaei, ex-comandante do Corpo de Guardiães da Revolução e atual secretário do Conselho de Discernimento, e Ali Akbar Velayati, assessor do líder supremo e ex-ministro das Relações Exeriores.

Há, ainda, os conservadores Mohamad Bagher Qalibaf, prefeito de Teerã, o deputado Gholam Ali Hadad Adel, e os independentes Hasan Rohani e Mohamad Reza Aref, considerados reformistas moderados, e Mohamad Qarazi. Os principais opositores são Akbar Hashemi Rafsanjani e Esfandiar Rahim Mashaei, assessor de Ahmadinejad e sogro da filha dele.

Os candidatos presidenciais participaram nesta sexta (7) do terceiro e último debate ao vivo na televisão, uma semana antes das eleições. Os temas centrais foram as questões de política externa, a segurança nacional e o programa de energia nuclear iraniano.

O debate final foi também uma oportunidade para que os candidatos tirassem algumas das principais dúvidas dos eleitores, como a liberdade de imprensa, os direitos civis e a liberdade de expressão. Os iranianos vão às urnas em mais de 66 mil locais de votação no país e há ainda a possibilidade de votar no exterior.


Fonte: Agência Brasil e Portal Vermelho.