quarta-feira, 19 de março de 2014

Rússia pode ser expulsa do G8.

O governo britânico acredita que a expulsão da Rússia do G8 deveria ser discutida durante a reunião que será realizada na segunda-feira em Haia com os demais países do grupo, declarou nesta quarta-feira o primeiro-ministro David Cameron.
"Acredito que teríamos que discutir se expulsaremos ou não, permanentemente, a Rússia do G8 se ela tomar mais medidas" que promovam uma escalada na Ucrânia, disse Cameron no Parlamento.
O G8 - os sete países mais industrializados mais a Rússia - é integrado por Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Japão.
"Apoio firmemente a reunião dos países do G7 na segunda-feira. É importante que nos movamos na mesma direção que nossos aliados e sócios", explicou.
Putin, desafiando protestos ucranianos e sanções ocidentais, assinou nesta terça-feira um tratado anexando a Crimeia à Rússia, mas afirmou não ter planos para controlar outras regiões da Ucrânia Foto: Sergei Ilnitsky / Reuters
Putin, desafiando protestos ucranianos e sanções ocidentais, assinou nesta terça-feira um tratado anexando a Crimeia à Rússia, mas afirmou não ter planos para controlar outras regiões da Ucrânia
Foto: Sergei Ilnitsky / Reuters
O presidente russo, Vladimir Putin, assinou na terça-feira o tratado que incorpora a província ucraniana da Crimeia à Rússia, ignorando as ameaças ocidentais.


A Ucrânia e as potências ocidentais condenaram o tratado, assinado ao término de um discurso patriótico no qual Putin afirmou que a península sempre foi considerada parte da pátria russa.


Fonte: Notícias Terra.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Sistemas Agrícolas.

Os sistemas agrícolas 
Na agricultura extensiva as técnicas aplicadas são rudimentares.

Esse sistema de produção agrícola é conhecido também como agricultura moderna ou comercial; seus produtos têm como destino a exportação. 

Na agricultura extensiva são usados os elementos dispostos na natureza sem a inserção de tecnologias, por isso possui uma baixa produtividade. A produção depende unicamente da fertilidade natural do solo; por não usar insumos agrícolas é necessário ocupar grandes áreas de cultivo. A agricultura extensiva é bastante difundida em diversos países da América Latina, África e Ásia. Esse sistema agrícola é marcado especialmente pela agricultura itinerante ou roça tropical. 







Fonte: Mundo Educação.

Coordenadas Geográficas.

É um sistema de referência e posicionamento, onde um paralelo(Latitude) e um Meridiano(Longitude) se encontram formando uma coordenada.
Latitude: Distância referente a linha do Equador. A maior latitude equivale a 90 graus ao Norte ou ao Sul e a menor é de 0 graus na linha do Equador.
Longitude: Distância referente ao meridiano de Greenwich. A maior longitude é de 180 graus para leste(Representado no mapa pela letra E) ou para oeste(Representado pela letra W).

Fonte: Infoescola

Cuba aceita proposta da UE para abrir negociação de diálogo político.


Agência Efe
Raúl Castro em encontro recente com Lula: Cuba pode estreitar relações com União Europeia

Cuba comunicou nesta quinta-feira (06/03) à UE (União Europeia) que recebeu com "satisfação" e aceitou a proposta do bloco para abrir negociação de diálogo político e cooperação, segundo anunciou em Havana o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez.

"Cuba acolhe com satisfação a proposta de 10 de fevereiro da alta representante (da UE, Catherine Ashton), que significa o fim das políticas unilaterais da União Europeia sobre Cuba e aceita o início de negociações a respeito", disse o chanceler cubano em entrevista coletiva. 

A negociação sobre o acordo começou no mês passado, quando os ministros de assuntos exteriores dos 28 Estados-membros da União Europeia iniciaram a discussão para um tratado político, social e econômico com Havana. 

Na prática, o acordo termina com a Política Comum Europeia em relação à ilha caribenha, aprovada em 1996 e que restringia qualquer negociação com o governo cubano a avanços no campo dos direitos humanos dentro da ilha. Esta política foi promovida pelo então presidente da Espanha, José María Aznar, e, na época, já era duramente criticada por diversos setores da sociedade espanhola.

Fonte: Opera Mundi.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Entenda a crise na Ucrânia com mapas

O Parlamento regional da Crimeia, uma república autônoma da Ucrânia que ocupa uma península no sul do país, aprovou nesta quinta-feira uma moção em que pede à Federação Russa que a região passe a fazer parte do país.
Mulher olha para navio ucraniano isolado na baía de Sevastopol (foto: AFP)
Tropas favoráveis à Rússia dominam região da Crimeia, no sul da Ucrânia.
De acordo com os parlamentares, se o pedido foi aceito pelas autoridades de Moscou – que ainda não se pronunciaram -, a separação da Ucrânia será colocada em votação em um referendo no dia 16 de março.


O governo provisório da Ucrânia não conhece o governo da Crimeia, que foi empossado em uma sessão de emergência no Parlamento na semana passada. O primeiro-ministro interino em Kiev, Arseniy Yatsenyuk, disse que a Crimeia se juntar à Rússia seria inconstitucional. O argumento é que o Parlamento da Crimeia não tem poderes para determinar a secessão.A Crimeia, cuja maioria da população é russa ou de origem russa, está no centro da tensão entre Moscou e Kiev. Tropas pró-Rússia mantém o controle sobre a península há vários dias.

Por sua vez, o vice-primeiro-ministro da Crimeia, Rustam Temirgaliev, disse que as autoridades no poder em Kiev não são legítimas e descartou a alegação de inconstitucionalidade.
No leste da Ucrânia, onde há uma significativa população russa, o líder dos ativistas pró-Rússia da cidade de Donetsk, Pavel Gubarev, foi detido por forças de segurança ucranianas no momento em que estava dando uma entrevista para a BBC. Donetsk tem sido palco de confrontos entre forças pró e contrárias à Rússia nos últimos dias.
Os desdobramentos na Ucrânia ocorreram no mesmo dia em que representantes da União Europeia e ucranianos estão reunidos em Bruxelas para uma reunião de emergência, em que discutem a situação na ex-república soviética.
A crise começou em novembro de 2013 quando o governo do então presidente ucraniano Viktor Yanukovych anunciou que havia abandonado um acordo que estreitaria as relações do país com a União Europeia. Posteriormente o governo procurou uma aproximação maior com a Rússia.
Manifestantes contrários ao governo, que lutavam pelo fortalecimento das ligações da Ucrânia com a União Europeia, exigiram a renúncia de Yanukovych e eleições antecipadas.
Por meio de uma série de mapas, a BBC explica a seguir os principais pontos da crise na Ucrânia.

Importância estratégica

A maioria da região da Crimeia, habitada por moradores falantes de russo, tem grande importância política e estratégica tanto para a Rússia como para a Ucrânia.
A esquadra russa no Mar Negro tem sua base histórica na cidade de Sevastopol. Depois que a Ucrânia se tornou independente, um contrato foi elaborado para que a frota continuasse a operar de lá.
Em 2010, este contrato foi estendido para 2024 em troca de suprimentos mais baratos de gás russo para a Ucrânia.

Papel central de Kiev

Protestos ocorreram em todo o país, mas o coração do movimento se estabeleceu na praça da Independência em Kiev e lá permaneceu por três meses.
Apesar de as manifestações serem pacíficas na maior parte do tempo, episódios de violência deixaram centenas de feridos e mais de 80 mortos.
Quando a violência sofreu uma escalada, o parlamento ucraniano votou pela deposição do presidente Yanukovych e ele fugiu para a Rússia.

Ucrânia dividida


As divisões na Ucrânia remontam a episódios muito anteriores à crise atual. O país tem estado dividido entre leste e oeste desde o colapso da União Soviética em 1991 – e a separação se reflete também na cultura e na língua.
O russo é falado abertamente em partes do leste e do sul. Em algumas áreas, incluindo a península da Crimeia, ele é o idioma mais usado.


Em regiões ocidentais – próximas à Europa – o ucraniano é a língua principal e muitas pessoas se identificam com a Europa central.
Essa divisão normalmente se reflete nas eleições do país. As áreas com grandes proporções de falantes de russo são aquelas nas quais Yanukovych foi mais votado em 2010.

União Europeia e Rússia

A Ucrânia tem laços econômicos tanto com a União Europeia quanto com a Rússia.
Os gasodutos russos para a Europa passam pelo país – fato que ficou bastante claro em 2006 quando Moscou cortou brevemente o fornecimento de gás, soando um alarme na Europa ocidental.
As ações recentes para chegar a um acordo com a União Europeia aumentaram a tensão com a Rússia, que as entendem como um passo em direção à integração com a União Europeia.
A Rússia preferiria interromper essa integração com os europeus para aumentar a influência de Moscou sobre a Ucrânia por meio de uma união aduaneira.

Fonte: BBC Brasil

sábado, 1 de março de 2014

Por que a Crimeia se transformou no foco da tensão na Ucrânia?

Como consequência da revolução na Ucrânia - na qual ucranianos nacionalistas e a favor do Ocidente tomaram o poder depois da queda do presidente Viktor Yanukovych -, surgiu o medo de que a região da Crimeia, no sul do país, possa se tornar um campo de batalha entre as forças leais à Ucrânia e aquelas leais à Rússia.
Homens armados içaram bandeiras sobre edifícios do governo declarando que "a Crimeia é a Rússia", enquanto grupos separatistas entraram em confronto nas ruas com grupos pró-Ucrânia.

Por que a Crimeia se tornou o foco da tensão?



A região votou em peso em Yanukovych na eleição presidencial de 2010, e muitas pessoas acreditam que ele é vítima de um golpe, o que levou separatistas a tentarem pressionar o parlamento da Crimeia a votar se a região deveria se separar da Ucrânia.A Crimeia é o epicentro do sentimento pró-Rússia no país, o que pode levar ao separatismo. A região - uma península na costa ucraniana no Mar Negro - tem 2,3 milhões de habitantes, e a maioria deles se identifica como parte de grupos étnicos russos e fala russo.

A Crimeia é ucraniana de verdade?

A Rússia tem sido o poder dominante na Crimeia na maioria dos últimos 200 anos, desde que anexou a região em 1783. No entanto, a Crimeia passou das mãos de Moscou para as da Ucrânia - então parte da União Soviética - em 1954. Grupos étnicos russos que vivem na região consideram isso um erro histórico.
Mada da Crimeia, na Ucrânia
Mesmo assim, uma outra minoria importante, os tártaros muçulmanos da Crimeia dizem que eles já foram maioria na Ucrânia, e foram deportados em massa pelo líder da União Soviética Joseph Stalin em 1944 sob a acusação de colaborarem com a invasão nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
Os membros de grupos étnicos ucranianos compõem 24% da população da Crimeia, segundo o censo de 2001, em comparação com 58% de russos e 12% de tártaros.
Os tártaros vêm retornando à região desde o colapso da União Soviética em 1991, o que causa uma tensão contínua com os russos sobre o direito destas terras.

Qual é sua situação legal?

Ainda é legalmente parte da Ucrânia - uma situação que a Rússia comprometeu-se a garantir quando assinou, junto com os Estados Unidos, o Reino Unido e a França, um memorando em 1994 dizendo que protegeria a integridade territorial da Ucrânia.
Trata-se de uma república autônoma dentro da Ucrânia, com eleições parlamentares próprias. Mas o posto de presidente da Crimeia foi abolido em 1995, logo depois que um separatista pró-Rússia conquistou o posto com larga maioria. Agora, a Crimeia tem um representante presidencial e um primeiro-ministro, mas ambos são indicados pelo governo na capital Kiev.

O que a Rússia pode fazer?


A Rússia mantém uma grande base naval da cidade de Sevastopol, na Crimeia, onde está baseada sua frota do Mar Negro. Por isso, alguns ucranianos temem que os militares russos possam entrar em ação.
O acordo de arrendamento da área da base pela Rússia estipula que as tropas russas não podem sair desta área com equipamentos ou veículos militares sem a permissão da Ucrânia. Olexandr Turchynov, presidente ucraniano em exercício, alertou que qualquer movimentação de tropas russas fora da área da base "será considerada uma agressão militar".
Há relatos de que emissários russos estão distribuindo passaportes na península. As leis de defesa da Rússia permitem ações militares no exterior para "proteger os cidadãos russos". Isso gerou o medo de que a Rússia esteja usando esses acontecimentos como um pretexto para uma invasão.

Isso já aconteceu antes?

A Rússia usou uma justificativa parecida em 2008 para enviar tropas à Ossétia do Sul, quando houve uma escalada de tensão nesta região da Geórgia por causa de movimentos separatistas.
Assim como com a Geórgia, Moscou se ressente do que considera interferências da União Europeia e da OTAN na Ucrânia. E, ao fim de tudo, a OTAN não saiu em defesa da Geórgia.
Mas a Crimeia é maior do que a Ossétia do Sul, a Ucrânia é maior do que a Geórgia, e a população da Crimeia está mais dividida do que na Ossétia do Sul, onde a maioria é pró-Rússia - o que torna uma intervenção russa na Ucrânia uma aposta mais arriscada.

Já houve guerra na Crimeia?

Já houve muitas disputas pela Crimeia ao longo da história.

A mais famosa é a Guerra da Crimeia, que ocorreu entre 1853 e 1856. A guerra foi resultado de ambições imperialistas, quando o Reino Unido e a França, em razão de suspeitas sobre as ambições russas na região dos Balcãs depois da queda do Império Otomano, enviaram tropas à Crimeia. A Rússia foi derrotada.
Fonte: BBC Brasil